terça, 13 de abril de 2021

Política
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Em busca de alianças e votos, as legendas deixam definições de candidatos para o prazo final

André Gomes / 31 de julho de 2016
Foto: Divulgação
Boa parte dos partidos políticos em João Pessoa deixaram para realizar suas convenções nos dois últimos dias permitidos pela legislação eleitoral. Na Capital, das cinco legendas que terão candidatos a prefeito (PSD, PSB, PTB, PT e Psol), três (PSD, PSB, PTB) farão seus eventos entre a quinta e a sexta-feira.

O objetivo das legendas é garantir mais tempo para conseguir novos apoios, capital político e até mesmo para realizar mudanças, se necessárias, em indicações de candidaturas.

Na Capital, apenas o Psol e o PT já tem definido seus candidatos a prefeito. O primeiro nome confirmado foi o Victor Hugo. “A partir de agora iniciamos a caminhada rumo às eleições apresentando propostas que possam melhorar a vida da população. Estaremos ao lado dos companheiros do PSTU conversando com cada pessoense que deseja novos dias para nossa Capital”, disse o candidato aprovado na convenção. Já o PT homologou o nome de Charliton Machado na disputa pela Prefeitura e Nelson Lira, como vice.

Para o professor e cientista político, Fábio Machado, a realização das convenções de última hora faz parte da estratégia dos partidos que brigam por construir uma grande coligação, fazendo os melhores arranjos. Segundo ele, as legendas que têm candidatos a prefeito trabalham com cálculo para montar as composições.

“Temos que pensar numa cesta básica para entender as negociações. Dentro dessa cesta vai o tempo de TV e Rádio, a densidade eleitoral de cada legenda e principalmente a quantidade de votos que podem ser agregados”, destacou o professor, revelando que os partidos lidam com interesses claros.

Fábio Machado explicou ainda que dependendo do partido com candidato a prefeito, o tempo, antes da realização das convenções, tem que ser prolongado ao máximo para dar tempo fechar as composições. Ele disse que geralmente as legendas interessadas em receber apoios se fazem algumas perguntas como: Quanto eu vou pagar?  Quanto eu vou ganhar? Qual a fatura política que posso ter com o partido?

E dentro dessas composições, de acordo com o cientista político, as negociações envolvem ainda a vaga de vice-prefeito e também cargos em um possível governo. “A pauta de negociações feita nos bastidores é extensa. Depois disso, cada partido avalia se conseguiu fazer o melhor arranjo em custo/benefício. E para quem tem candidato na majoritária só interessa receber os maiores dividendos, com o menor custo possível”, destacou.

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