sábado, 19 de outubro de 2019
Política
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Eleitor não pode levar celular para cabine de votação

Damásio Dias / 29 de setembro de 2018
Foto: Divulgação
Presente em todas as atividades de campanha, com as infinidades de aplicações que vão da ligação de voz até a distribuição de vídeos sobre ações dos candidatos, os telefones celulares só têm um limite: não acompanham os eleitores na cabine de votação.

Este ano, ele pode servir até para a identificação do eleitor através do aplicativo e-título, oficial da Justiça Eleitoral brasileira. Mas, antes de exercer o seu direito de registrar a sua vontade na urna eletrônica, todo brasileiro tem de deixar o aparelho com um mesário da sua seção de votação.

Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado no primeiro semestre deste ano, até maio o Brasil teria 306 milhões de dispositivos portáteis em uso – além de smartphones, o número inclui notebooks e tablets. Segundo o levantamento do IBGE, em dezembro de 2017 o país atingiu a marca de 210 milhões de habitantes.

Até a legislação eleitoral abraçou a tecnologia portátil de comunicação, estabelecendo limitações na utilização das mídias no pedido de votos e na emissão de opiniões pelas redes sociais.

Com a infinidade de utilizações, os marqueteiros colocaram em uso os aplicativos para celulares que ajudam no pedido de votos, de doações, na organização de eventos, manifestação de posicionamento ideológico e até na tentativa de desconstrução dos adversários, apesar de ser combatida pela legislação em vigor.

Podemos dizer que o celular é a porta para o universo eleitoral não apenas do próprio Estado mas em todo o País. Através de um smartphone, uma declaração vexatória de determinado candidato ganha o mundo virtual gerando reações instantâneas.

Em fração de segundos, um deslize vira memes que vão povoar os debates nas redes sociais por um tempo imprevisível e o resultado na eleição é incalculável.

O valor pago pelas campanhas presidenciais por um aplicativo mobile varia de R$ 20 mil a R$ 100 mil. A quantia depende de quantos usuários são cadastrados. Está muito em uso uma plataforma padrão que incentiva o usuário a curtir e compartilhar conteúdo mediante premiação com estrelas ou medalhas virtuais. Quanto mais o usuário cumprir com tarefas propostas no aplicativo, mais avança em um ranking virtual.

Nas plataformas ainda é possível responder enquetes e enviar comunicados com propostas de governo e até contribuir com doações. Há também os que permitem baixar santinhos políticos.

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