sábado, 21 de abril de 2018
Eleições
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Partidos pequenos partem para a briga com discurso anticorrupção

Alexandre Kito / 14 de Janeiro de 2018
Foto: Ilustração
Iniciado o ano eleitoral, partidos paraibanos com menor representação já se articulam para aumentar a representatividade nos municípios paraibanos. Com um discurso focado no combate à corrupção, representantes partidários com poucos recursos almejam marcar posição no pleito desse ano. Alguns se preparam para disputar mandatos com a escolha de pré-candidatos a deputados estaduais e federais. Outros já anunciaram candidatura ao Governo do Estado, como é o caso do PSOL e a maioria negocia apoio.

Nas duas principais cidades do Estado, João Pessoa e Campina Grande, os presidentes estaduais garantem o fortalecimento e o empenho das legendas para participar das eleições 2016. Eles pretendem ainda iniciar o processo de discussões nos municípios para fortalecer as bases. O PSOL é um exemplo. O partido já anunciou a pretensão de disputar a vaga ao Executivo Estadual. O pré-candidato escolhido pelo partido é o presidente estadual da legenda, Tárcio Teixeira. A novidade esse ano é que a sigla tem dois nomes que devem disputar a uma vaga no Senado Federal, que é o do presidente do Sindifisco-PB Victor Hugo e o do professor Nelson Júnior.

Segundo Tárcio Teixeira, o PSOL tem representação em 25 municípios paraibanos. A executiva decidiu que para 2018 vai fazer uma lista enxuta dos candidatos a uma vaga na Câmara Federal em Brasília. “Nosso objetivo é focar na disputa ao Governo do Estado. Já na Assembleia Legislativa, nós queremos apresentar de 20 a 25 pré-candidatos. Com a mudança no processo eleitoral de outubro disputamos independente do coeficiente eleitoral, isso torna a gente animado”, disse Tárcio Teixeira. Nacionalmente a sigla também tem pretensões de disputar a presidência da República. O nome lançado foi o de Guilherme Boulos.

Outro partido que costuma lançar candidatura própria à majoritária na Paraíba é o PCO. Mas, esse ano, representantes confirmaram que não haverá candidato para concorrer ao Executivo Estadual. Eles estão analisando as possibilidades de concorrer a vagas na Assembleia Legislativa e até mesmo na Câmara Federal. Mesmo com votações inexpressivas a legenda tem participado quase sempre do pleito, mas esse ano eles ainda não dialogaram o suficiente para fortalecer a sigla.

Lourdes quer cadeira na AL

A ex-presidente do PCO Lourdes Sarmento, que participou de quase todos os processos como candidata, disse que vai acionar a Justiça para que seu nome seja retirado da legenda. Ela afirmou que já não está mais no partido, mas que mesmo assim seu nome ainda consta como filiada. Lourdes Sarmento disse que tem pretensões de colocar seu nome para disputar uma vaga no Legislativo Estadual. Mas, por causa dos problemas com o partido, não sabe ainda como vai fazer.

“Se eu pudesse me candidatar sem partido, eu não pensaria duas vezes, pois não sei ainda como vou resolver esse impasse”, afirmou a professora Lourdes Sarmento.

A grande quantidade de partidos existentes no país exige que as legendas se esforcem para obter expressão. Em alguns casos as legendas têm tendência a formar coligações com partidos maiores. É o caso de siglas como o PSC, PCdoB, que normalmente se opõem a lançar candidatos para a majoritária e preferem participar do pleito eleitoral formando coligações com agremiações maiores.

Diferente da maioria, o PSTU alegou que ainda não estão focados e nem dialogando questões referentes às eleições desse ano. De acordo com o presidente municipal, Antônio Radical, o PSTU não está discutindo o pleito porque o partido não se organizou nesse sentido. “Estamos mais dispostos a discutir com os trabalhadores a luta contra a reforma do governo de Temer. Estamos chamando uma plenária para na próxima semana para debater as ações do Governo Federal. Essa é a nossa meta nesse momento. Vamos para as eleições, mas ainda não sabemos como vamos nos organizar”, Radical.

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