sábado, 08 de maio de 2021

Eleições
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Olho na Câmara faz partidos engrossarem contingente de candidatos

Damásio Dias / 10 de agosto de 2018
Foto: Divulgação
A necessidade de atingir a cláusula de barreira estabelecida pela última reforma eleitoral fez com que os partidos ‘engrossassem’ o contingente de candidatos na disputa pelas 12 vagas na Câmara Federal este ano. De acordo com as atas das convenções partidárias (encerradas no domingo), o número de candidatos ao cargo é 28% maior do que o registrado na disputa de 2014. Esse crescimento também teria sido motivado pela necessidade de incentivar a participação feminina e cumprir os 30% mínimo de um dos gêneros (consequentemente restando o máximo de 70% ao oposto).

Segundo os dados da Justiça Eleitoral, o número de candidatos na disputa por cadeiras federais passou de 117 na eleição de quatro anos atrás para 160 este ano (lembrando que pode haver mudanças, devido à necessidade de equilibrar a composição de gênero dentro das coligações). Se forem confirmados candidatos, significarão um aumento de 37%.

Problemas com a proporção de gênero na coligações podem levar à retirada de candidaturas ou acréscimo, até quarta-feira que vem, último dia do prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Das oito coligações ou partidos na disputa pela Assembleia, por exemplo, apenas dois estão de acordo com a proporção exigida na legislação.

Majoritária. A disputa pelo Governo da Paraíba tem um concorrente a menos que no pleito em que o socialista Ricardo Coutinho foi reeleito. Estão no páreo, o ex-secretário João Azevedo (PSB), o senador José Maranhão (MDB), o executivo Lucélio Cartaxo (PV), a professora Rama Dantas (PSTU) e o assistente social Tárcio Teixeira (Psol).

Enquanto apenas uma mulher concorre na cabeça de chapa, outras três disputam a eleição pela vice-governadoria - a médica Lígia Feliciano (PDT), a médica Micheline Rodrigues (PSDB) e a professora Adjany Simplício (Psol).

Em 2014, nenhuma mulher disputou o governo. Houve apenas duas candidatas a vice.

Senado. Concorrendo às duas vagas de senador, há sete candidatos, o mesmo número que no pleito anterior, quando era disputada uma vaga apenas. São seis concorrentes homens (Cássio Cunha Lima, Luiz Couto, Nelson Junior, Nivaldo Mangueira, Roberto Paulino e Veneziano Vital do Rêgo) e uma mulher - a progressista Daniella Ribeiro.

A suplência é disputada por outras quatro mulheres (Eva Gouveia, Isa Arroxelas, Maria Suely Santiago, Nailde Panta). Completam a suplência: Alécio Costa, Alexandre Santiago, Celso Alves, Diego Tavares, Edvaldo Rosas, Fabiano Galdino, Higo Rocha, João Teodoro, Leonardo Padilha e Marcílio Correia.

Correndo atrás de mudanças

Após intensa campanha para estimular a participação feminina, a se confirmar com o deferimento dos registros, a presença delas nas eleições da Paraíba pode significar um crescimento de 49,1% em relação ao pleito de 2014. O índice é uma vitória do esforço por maior participação delas na política partidária.

Atualmente, as mulheres compõem 52,9% do eleitorado paraibano.

Segundo os dados da Justiça Eleitoral, o pleito passado teve a participação de 124 mulheres. Já as atas partidárias indicam 185 na disputa dos cargos em jogo na Paraíba - como titular ou na suplência.

Vinte e sete mulheres estavam na disputa federal em 2014, contra 90 homens. Conforme dados dos partidos, elas serão 52, e eles 108. A participação feminina nesse cargo teve um aumento de 93%.

A julgar pela falta de representantes eleitas no último pleito, o crescimento da participação demonstra que elas pretendem virar a página e fazer deputadas que defendam a Paraíba na Câmara Federal.

Estadual. Os dados do Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 427 candidatos disputaram cadeiras na Assembleia Legislativa em 2014. Dos quais, apenas 90 eram mulheres e três foram eleitas - Camila Toscano (PSDB), Daniella Ribeiro (PP) e Estela Bezerra (PSB) - conquistaram vagas. Se confirmarem as postulações registradas nas atas das convenções, a eleição de outubro terá 424 candidatos, sendo 125 mulheres e 299 homens.

O número significaria um aumento de 38,9% no contingente feminino, apesar da redução do total de nomes colocados na disputa até o momento.

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