sábado, 05 de dezembro de 2020

Eleições
Compartilhar:

Justiça barra Cerca de 230 pedidos de registro de candidato para disputa de outubro

Alexandre Kito / 06 de setembro de 2016
Oito candidatos a prefeito foram barrados pela Justiça Eleitoral e tiveram seus registros indeferidos para participar da disputa. Os indeferimentos vão desde os casos com a ausência de requisitos para o registro, irregularidades como rejeição de contas a problemas com a Lei da Ficha Limpa e um caso de renúncia.

Um fato curioso aconteceu na cidade de Amparo, onde a candidata a prefeita não conseguiu comprovar a filiação partidária. Em Campina Grande, o candidato Walter Brito Neto (PEN) foi barrado por erros na prestação de contas de 2014.

Três candidatos tiveram registros indeferidos pela Justiça Eleitoral por causa da Lei da Ficha Limpa, mais três foram por ausência de requisitos na documentação de registro, um indeferimento da coligação, uma ausência de filiação partidária e um caso de renúncia - em Nova Olinda, Idácio Souto (PMDB).

O caso mais recente divulgado pela Justiça foi o indeferimento do registro de candidatura a prefeito de Campina Grande, a Walter Brito Neto. Ele teve o registro indeferido pela juíza da 16ª Zona Eleitoral, Ana Cristina Soares Penazzi Coelho, que alegou irregularidades na prestação de contas, além de multa eleitoral por propaganda irregular quando foi candidato a deputado federal em 2014.

Walter Neto afirmou que foi pego de surpresa com a decisão, pois acreditava que sua situação estava regularizada perante a Justiça Eleitoral. Ele pretende recorrer para reverter a situação.

Já Ranilda Sales (PRTB) foi barrada em Amparo por não comprovar a filiação partidária dentro do prazo legal. Segundo decisão do juiz eleitoral de primeiro grau, o partido não remeteu a lista dos filiados à Justiça e não requereu o processamento das listas especiais dentro do prazo estabelecido pela legislação.

MPE pede o indeferimento

A impugnação da candidatura de Ivanilson Gouveia (PR), feita pelo Ministério Público Eleitoral, foi acolhida pelo juiz da 23ª Zona Eleitoral. O pedido se deu por apropriação indébita, ausências de pagamento de obrigações previdenciárias, realização de despesas sem comprovação no Fundo Municipal de Saúde.

Também tiveram as candidaturas barradas Antônio Filho (PDT), em Catolé do Rocha; Dr. Lonza (PSD), em Santo André; Dr. Bosco (PSDB), em Uiraúna; João (PSDB), em Sapé e Karine Cabrall (PSD), em São José do Sabugi.

Outro candidato com pedido de indeferimentos encaminhados à Justiça Eleitoral foi o de Auricélio (PMDB), que disputa a prefeitura de Pedras de Fogo, com base na Lei da Ficha Limpa.

O pedido encaminhado pelo MPE alega que o postulante não estaria apto para disputar o pleito porque foi condenado pelo Tribunal Regional Federal (TRF5) pela prática de crime previsto da Lei das Licitações.

Reprovado. O candidato a vice Gilvan Morais (PSD), da Coligação Forte é o Povo, em São José do Sabugi, teve o registro de candidatura indeferido por ele ser analfabeto. Gilvan Morais fez testes de escrita e leitura e o resultado foi considerado insatisfatório.

Oito candidatos a vice-prefeitos tiveram o pedido indeferido pela Justiça Eleitoral. Ainda segundo os dados do site do Tribunal Superior Eleitoral, 213 candidatos a vereador tiveram os registros considerados inaptos.

Os candidatos que tiveram o sregistros barrados em primeiro grau podem recorrer da decisão junto ao TRE-PB, dentro de um prazo de três dias.

Relacionadas