quarta, 14 de novembro de 2018
Eleições
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Haddad faz campanha em João Pessoa e reconhece erros do PT

Alexandre Freire e Nice Almeida / 27 de outubro de 2018
Foto: Divulgação
O candidato a presidente da República, Fernando Haddad (PT), esteve em João Pessoa, na Paraíba, ontem, onde fez uma caminhada no Centro e depois concedeu uma entrevista coletiva. Ele reconheceu os erros de seu partido e afirmou que pretende corrigí-los. “Eu represento um projeto que tem muito mais acertos do que erros. Admito os erros do partido e estou disposto a corrigir. Não vale a pena o salto no escuro”, afirmou.

O petista investiu no assunto educação para fortalecer seu discurso nesses últimos dois dias de campanha pelo retorno do PT ao Planalto. “Desde o Fundeb a educação no Nordeste melhorou, mas o ensino médio não está reagindo na velocidade que se espera. Por isso queremos que cada unidade do IFPB adote um termo de cooperação com a escola de ensino médio. É preciso lembrar que a expansão das universidades públicas foi feita no governo Lula”, falou.

O candidato também fez críticas ao adversário Jair Bolsonaro (PSL) e afirmou que sua proposta de ensino fundamental à distância é um erro. “É a pior proposta que já ouvi falar”, disparou.

Ricardo ministro. Haddad estava acompanhado de lideranças políticas paraibanas e o governador Ricardo Coutinho era o principal deles. O socialista, inclusive já entra na lista para ser um possível ministro, caso o petista seja eleito presidente.

“O governador tem qualidade para ser presidente. Considero Ricardo um irmão político. Ele faz parte de um time que só dá orgulho na política. Aliás, o Nordeste tem gerado muitos homens políticos”, ressaltou.

Apoio de Ciro. Sobre apoio político do presidenciável do PDT, que ficou em 3º lugar no primeiro turno das eleições, Fernando Haddad respondeu: “Eu sempre espera o melhor das pessoas. Acredito que ele vai fazer um gesto importante pelo Brasil. Sou amigo de Ciro”.

Há uma forte expectativa para que o ex-governador cearense faça uma declaração de apoio à eleição do petista ainda hoje, num esforço de virada do que dizem as pesquisas.

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