quinta, 26 de novembro de 2020

Eleições
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Escolaridade é baixa entre os candidatos da PB

Mislene Santos / 23 de agosto de 2016
Apesar do cargo de prefeito exigir conhecimentos de administração, contabilidade, gestão de pessoas e da legislação em vigor, por exemplo, muitos candidatos ao cargo, declararam a Justiça Eleitoral que não possuem o nível de escolaridade necessária para, em tese, comandarem um município, principalmente, em um momento de crise econômica como a que o país atravessa e que, por conta disso, exigirá mais de seus gestores.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 554 candidatos a prefeito que irão disputar as eleições de outubro, 283 (51%) não possuem o nível superior completo e os demais se dividem entre os que só sabem lê e escrever, que possuem ensino fundamental e médio e superior completo e incompleto. Quase 21% (20,73%) sabem apenas ler e escrever ou possuem o ensino fundamental incompleto.

Os candidatos com menos grau de instrução irão disputar o cargo em municípios pequenos como é o caso dos concorrentes de Belém, Edgard Gama (PSB); Casserengue Genival Bento da Silva - Dinda - (PSDB); Caturité, José Gervazio Da Cruz - Zé João - (PSD) ;  Santana de Mangueira,  José Inácio Sobrinho - Zé Inácio – (PSDB);   Mato Grosso, Raimundo Jose de Lima – Doca - (PMDB); São João do Rio do Peixe, Rivaldo Alves de Sousa - Rivaldo  - (PSL)  que só sabem ler e escrever.

Especialista vê "absurdo" em baixa escolaridade

Para o cientista político e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ítalo Fittipald, a conclusão do nível superior deveria ser a principal exigência dos candidatos a prefeito. “O grau de instrução é importante para desempenhar toda e qualquer atividade, não só a de prefeito. Agora, se um gestor não tem nível superior dificilmente será um bom prefeito. Se para tirar uma carteira de motorista é preciso saber ler e escrever, quem pretende administrar um município dever ter um grau de instrução compatível com o  cargo, nesse caso, não ter nível superior é um absurdo”, declarou o estudioso.

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