sábado, 28 de novembro de 2020

Eleições
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Em 1992, dois Chicos disputavam pleito com impeachment, como agora

Adelson Barbosa dos Santos / 04 de setembro de 2016
Foto: ARQUIVO CPDOC/FGV
Se em 1947 dois Osvaldos (Pessôa Cavalcanti de Albuquerque e Trigueiro de Albuquerque Mello) foram eleitos para prefeito da Capital e governador do Estado, 45 anos mais tarde, em 1992, a campanha pela sucessão municipal teve dois Franciscos, ambos apelidados de Chico: Franca (PDT) e Lopes (PT).

O cenário político brasileiro em 1992 era semelhante ao de hoje. Ao mesmo tempo em que vivia uma campanha eleitoral para prefeito e vereador, o Brasil de 1992 enfrentava uma severa crise política e econômica e um processo de impeachment. O presidente Fernando Collor de Mello, que hoje é senador, agonizava no Senado, assim como ocorreu com Dilma Roussef (PT). O processo de impeachment caminhava ao lado da campanha para prefeito e vereador. E, como em 1992, a história se repetiu, embora com características diferentes.

Collor sofreu processo de impeachment mesmo tendo renunciado antes da votação final pelo Senado. Dilma resistiu até o fim, mas não evitou a cassação. As acusações contra os dois também eram diferentes: envolvimento em escândalos financeiros, no caso de Collor, e pedaladas fiscais, no Caso de Dilma.

Em meio aquele tumulto todo de 1992, foi a primeira vez que o PT chegou a uma eleição com reais chances de vitória. Mas Chico Lopes foi derrotado por Chico Franca. Também foi a primeira vez que dois partidos com ideologia mais à esquerda desbancaram os partidos tradicionais como PMDB, PSDB, PFL e outros.

PT e PDT sempre estiveram no campo das esquerdas. Mas, em João Pessoa, o PDT estava entregue a um grupo considerado reacionário, de direita. Nas convenções, o PT homologou a candidatura de Chico Lopes. E o PDT homologou Lúcia Braga. Mas o PMDB, que tinha o advogado Delosmar Mendonça na disputa, ingressou na Justiça na tentativa de impedir a candidatura de Lúcia, que era deputada federal.

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