sábado, 19 de junho de 2021

Eleições
Compartilhar:

Eleitores e coligações serão os maiores fiscais da campanha

Adriana Rodrigues / 17 de agosto de 2016
Foto: Infográfico Correio
O juiz José Ferreira Ramos Júnior, da 1ª Zona Eleitoral de João Pessoa e responsável pela propaganda de mídia na Capital, disse ontem (16) que os maiores fiscais na campanha eleitoral deste ano, para coibir as práticas de ilícitos eleitorais nas redes sociais, serão: o eleitor, o candidato, o partido político e as coligações. Segundo ele, a Justiça Eleitoral conta com uma equipe de trabalho para atuar na fiscalização, mas ela jamais conseguirá abranger o mundo da Internet, que conta com mais de 95 milhões de usuários. Por isso, precisa do apoio de todos.

Em entrevista no programa Correio Debate, da 98 FM/Correio Sat, o magistrados afirmou que o grande diferencial nas eleições deste ano será a realização da campanha eleitoral pelas mídias sociais, na Internet, por conta das restrições impostas na propaganda de Rua, das limitações de gastos e por ser um meio de melhor para os candidatos chegar até os eleitores, apresentar suas propostas de governo, fazer críticas e dizer qual será seu diferencial. “Hoje em dia quase todo mundo tem um celular, e fica bem mais fácil chegar ao eleitor por meio das redes sociais”, comentou.

José Ferreira Ramos Júnior explicou que a propaganda eleitoral na internet é permitida, desde que gratuita e publicada em site oficial do candidato, do partido ou da coligação hospedados no Brasil ou em blogs e redes sociais. Também é permitida enviar mensagens eletrônicas, desde que disponibilizem opção para descadastramento do destinatário, que deverá ser feito em até 48 horas.

Ele alertou que é proibida a publicação de mensagens patrocinada e também a chamada propaganda negativa, que é feita para denegrir a imagem do candidato, ridicularizá-lo e até atribuir um crime a ele, com montagens, trucagens. Neste caso, o juiz chama a atenção para responsabilização não só de quem criou a postagem, mas também de quem replicou. “Esse tipo de propaganda negativa não será permitida, será punida com rigor. Alerto ao internauta que por ventura receba uma mensagem como essa não passe à frente, mas denuncie a Justiça Eleitoral, que tomaremos as medidas cabíveis Quem também reproduzir a mensagem também estará incorrendo da mesma infração e poderá pegar uma multa que pode ser pesada”, afirmou, informando que a multa vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil e dependendo do caso, pode ser aumentada.

O eleitor, candidatos, partidos políticos e coligações podem contribuir com a Justiça Eleitoral na Capital, já que o juiz Ramos Júnior disponibilizou um número de WhatsApp para recebimento de denúncias na Internet: 9982-222.

Relacionadas