terça, 13 de novembro de 2018
Eleições
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Eleitores ainda acreditam no poder do voto

André Luiz Maia e Bruna Vieira / 02 de outubro de 2016
Foto: Raniery Soares
O ano foi complicado na política, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O turbilhão de denúncias de corrupção fez muita gente ficar desacreditado, mas outros tantos ainda acreditam na possibilidade de mudar essa realidade através do voto. E gente que nem precisava votar, por não está no quadro de eleitores com obrigação, fez questão de exercer a cidadania.

Essa é a primeira vez que Danielly Tavares, 19 anos, vai votar. Ansiosa, ela chegou ao local de votação antes mesmo da abertura dos portões. "Nas últimas eleições, mesmo podendo votar, eu não quis. A gente sempre espera que quem ganhar faça melhorias, a esperança é a última que morre. Precisa melhorar a urbanização e transportes na cidade. Poder fazer, eles podem, há infinitas possibilidades. O voto é importante, mas, se não fosse obrigatório, ninguém viria. Acordei cedo, porque vim do bairro das Indústrias ao Centro", disse a jovem.

Cristiane Gisele dos Santos, foi a primeira a chegar no Lyceu Paraibano, e espera que os candidatos eleitos tragam melhorias para João Pessoa. "Se melhorar a saúde, já diz tudo. Porque o mais importante para a população é isso. Moro em Bayeux, mas, trabalho na capital. Poderia apenas justificar, só que pra mim é muito importante votar, poder decidir o futuro da cidade. Cheguei às 6h40, serei a primeira, a votação é rápida. Meu marido e minha filha não votam aqui, porém, vieram me acompanhar. Ela está juntando os santinhos dos candidatos, disse que é para limpar. Por onde passamos tem muita sujeira", contou a auxiliar de serviços gerais.

A aposentada Gilene Barbosa, de 56 anos, relatou um processo tranquilo. "Não enfrentei filas, a biometria não teve problema e já tinha na minha mente os números dos candidatos para prefeito e vereador", relatou. Agora, ela deve aproveitar o resto do fim de semana e aguardar a apuração dos votos, que deve começar a partir das 17h. "Vou para a casa do meu irmão, na beira-mar e aguardar a apuração dos votos para saber se meu candidatos serão eleitos", completou.

Com seu colégio eleitoral do lado de casa, a cabeleireira Nidja Fonseca, 56 anos, andou poucos metros até o Colégio Meta. também votou durante a primeira hora da abertura do processo eleitoral de 2016 De acordo com ela, os candidatos parecem estar conscientes das consequências de inundar as ruas e os locais de votação com os famosos santinhos, estratégia que prejudica a ordem pública ao sujar as ruas. "Em comparação aos outros anos, vi muito menos sujeira e santinhos por aqui. É absurda a quantidade que tinha na eleição passada", contou.

A aposentada Maria do Socorro Pereira, 82 anos, moro no Bessa e decidiu vir votar mesmo sem ter a obrigação, pois, de acordo com a lei eleitoral, o voto é facultativo após os 70 anos de idade. "Eu decidi vir porque eu acredito que meu voto conta. Não quero deixar de exercer meu voto de jeito nenhum. Só quero crescer e subir sempre", afirmou.

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