sexta, 15 de janeiro de 2021

Política
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2018: Políticos movimentam partidos e filiados e iniciam processo de reconhecimento na PB

André Gomes / 16 de abril de 2017
Foto: INFOGRAFICORREIO
Mesmo faltando um ano e seis meses para as eleições as movimentações para sucessão do governador Ricardo Coutinho no Palácio da Redenção já se iniciaram. Desta vez, o processo na Paraíba começa inverso, com o lançamento de possíveis candidatos feitos pelos políticos ao invés de serem lançados e apoiados pelos seus partidos. No páreo, nomes como dos prefeitos Luciano Cartaxo (PSD), Romero Rodrigues (PSDB), além do senador José Maranhão (PMDB) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gervásio Maia (PSB).

Apesar de suscetíveis negativas, as articulações de bastidores já acontecem em muitos clãs políticos. As ‘campanhas’ antecipadas foram iniciadas pelos possíveis postulantes Luciano Cartaxo, Romero Rodrigues e Gervásio Maia. Viagens para participar de festas em municípios, reuniões com prefeitos do interior e presença em inauguração de obras pelo Estado são algumas das iniciativas adotadas com o objetivo de ganhar musculatura política e conhecimento dos eleitores.

Entre os nomes mais comentados para a sucessão ao governo estadual, apenas o do senador José Maranhão é mais conhecido dos paraibanos, até porque o peemedebista já foi governador da Paraíba por três vezes. A primeira quando assumiu com a morte do governador Antônio Mariz e quatro anos depois venceu a eleição. Na terceira vez, assumiu o governo com a cassação do então governador Cássio Cunha Lima (PSDB).

Para o professor da Universidade Federal da Paraíba e cientista político, Lúcio Flávio, a antecipação é fruto da grave crise política nacional que o País vive. “Com o profundo desgaste da chamada classe política em todos os níveis (nacional, estadual e municipal) a população começou a fazer uma forte pressão sobre os governantes para que haja uma renovação”, disse.

O cientista disse que, além disso, a reeleição do governador Ricardo Coutinho em 2014 e a dos prefeitos Luciano Cartaxo em 2016 e Romero Rodrigues causam um desgaste natural desses governantes, pois não criam uma política de renovação.

“Sendo Assim, vários nomes da situação e oposição são apresentados antecipadamente, fazendo com que os poderes executivos passem a se preocupar não com os problemas reais e sim com a conquista ou manutenção do poder”, destacou o cientista.

Quanto às alianças firmadas entre os partidos nas eleições do ano passado, Lúcio Flávio tem posição formada.  “Apenas fizeram visando o aumento de tempo da propaganda eleitoral dos candidatos”, afirmou.

Governos viram vitrines

Os prefeitos de João Pessoa, Luciano Cartaxo, e de Campina Grande, Romero Rodrigues, têm utilizado suas gestões como vitrines para o restante do Estado. Na Capital, o prefeito trabalha diuturnamente para realizar o maior número de obras possível até o pleito do próximo ano. Cartaxo nega que o trabalho seja para ser apresentada como exemplo de uma boa gestão no guia eleitoral. Aliás, o gestor evita até mesmo de falar nas eleições do próximo ano.

Segundo Cartaxo, ainda é cedo para falar no pleito do próximo ano. “Agora é tempo de trabalhar pela cidade. Temos muitas obras sendo realizadas em toda a Capital e estamos focados nisso. As eleições de 2018 só serão discutidas em 2018”, afirmou Cartaxo.

O PSD, partido do prefeito da Capital, chegou a reunir os prefeitos e vice-prefeitos eleitos pela sigla em um encontro. A pauta pública foi a celebração partidária pelo crescimento do partido na Paraíba. A pauta real, no entanto, foi a de o evento serviu como uma espécie de lançamento informal do nome do prefeito Luciano Cartaxo para a disputa do Governo do Estado em 2018.

Já o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, se coloca a disposição do PSDB para a disputa pelo Governo do Estado, caso o senador Cássio Cunha Lima abra mão da disputa. A reafirmação do prefeito foi feita durante visita a vereadores na Câmara Municipal de João Pessoa.

Apesar de falar em 2018, Romero Rodrigues disse que ainda não pode falar em pré-candidatura. Segundo ele, falta o convencimento dentro da legenda. “Seria muita ousadia ou prematuro da minha parte se falasse assim. Então eu vou continuar trabalhando por Campina Grande, onde tenho um mandato de prefeito. Quero fazer mais do que fizemos no primeiro mandato”, disse.

Presidentes evitam a antecipação

Apesar disso, Ruy disse que o nome que vai disputar a eleição de 2018 pelo bloco formado com o PSD e PMDB “será escolhido por uma pesquisa que será feita no ano da eleição”. Ele disse os representantes de todos os partidos do bloco serão submetidos ao crivo dos eleitores para que o nome com mais visibilidade e melhor avaliação seja o representante dos partidos na disputa nas urnas.

No PMDB o racha continua mesmo depois da indicação do nome do senador José Maranhão para a disputa. O próprio Maranhão prega a candidatura própria, mas disse que as conversas serão realizadas com outros partidos apenas em 2018. Caso o nome do grupo das oposições seja o do prefeito de João Pessoa, e em caso de vitória, os peemedebistas assumem a administração da Capital com Manuel Junior passando a condição de prefeito.

O presidente estadual do PSD, deputado Rômulo Gouveia, garantiu que a sigla terá um candidato a governador ou a senador nas eleições de 2018. “Vamos ter candidatura, se não tiver ao Governo, terá ao Senado. Temos um quadro bom. Temos o prefeito da Capital, tem deputado federal. Vamos discutir. Pode ser Cartaxo, Lucélio, Rômulo”, afirmou o presidente.

No PSB as conversas sobre as eleições estaduais estão sendo tratadas diretamente pelo governador Ricardo Coutinho. Ele assim como os outros candidatos, ele prefere não polemizar e muito menos falar em sucessor para o Palácio da Redenção.

 

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