terça, 21 de novembro de 2017
Política
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Dilma usa cargos para recompor a base e redistribui postos deixados pelo PMDB

Da Redação Com Agências / 31 de março de 2016
Foto: Arquivo
No dia seguinte ao desembarque do PMDB, maior legenda da base e principal aliado dos últimos 13 anos, o governo petista colocou o time em campo para evitar novas baixas. Para não perder mais aliados e, consequentemente, mais poder, o Palácio do Planalto preparou o cardápio e foi à luta para segurar os partidos mais indecisos de sua base.

Para o PP, que tem a terceira maior bancada na Câmara dos Deputados com 49 parlamentares, foi oferecido o comando do Ministério da Saúde (hoje ocupado por um peemedebista). Isso, além do Ministério da Integração Nacional que já comanda. A Executiva do partido decidiu marcar para o dia 11, véspera da votação do impeachment na Comissão Especial da Câmara, a decisão final se vai ou não permanecer no governo.

Assim como o PP, o PR também decidiu aguardar a semana de votação do processo de impeachment da presidente Dilma na comissão especial para decidir se rompe ou não com o governo federal. De acordo com o líder do partido na Câmara, Maurício Quintella Lessa (PR-AL), há uma grande divisão entre os integrantes.

Além das negociações ocm outras siglas, há ainda o interesse dos ministros do PMDB permanecerem na Esplanada. A ministra Kátia Abreu (Agricultura) defendeu, em sua conta no Twitter, que vai permanecer no posto, mesmo depois de seu partido, o PMDB, ter aprovado o desembarque do governo. Além de Kátia, o PMDB tem os ministros Mauro Lopes (Aviação Civil), Helder Barbalho (Portos), Eduardo Braga (Minas e Energia), Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia).

Segundo interlocutores, o vice-presidente Michel Temer não deu aval à proposta de licença dos ministros do partido e avisou que eles poderão sofrer processos no Conselho de Ética da sigla.

 

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