terça, 24 de novembro de 2020

Política
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Dez deputados da PB vão ao julgamento de Cunha

12 de setembro de 2016
Pelo menos dez dos 12 deputados federais paraibanos confirmaram presença na votação que decidirá se o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) será cassado. A lista de comparecimento está no site do Congresso em Foco, responsável pela pesquisa. Dos parlamentares paraibanos ouvidos pelo Correio da Paraíba 5 declararam que vão votar favorável à cassação e um ainda não decidiu o voto. Os outros seis não foram encontrados.

O deputado Efraim Filho (DEM) confirmou que votará a favor do parecer do Conselho de Ética e pela cassação do mandato de Cunha. “E acredito que o plenário deve confirmar o parecer do deputado Democrata Marcos Rogério”, acrescentou. Wilson Filho (PTB) também confirmou presença, embora esteja em plena campanha eleitoral em João Pessoa como candidato a vice-prefeito. “Já estou em Brasília e participarei da sessão votando sim à cassação de Eduardo Cunha”, disse ele.

Outro que estará presente é Pedro Cunha Lima (PSDB), que também confirma voto pela cassação do ex-presidente. Na mesma linha está o deputado Benjamin Maranhão (SD), que confirmou presença e voto pela cassação.  Rômulo Gouveia votará pela cassação e espera que tudo seja logo concluído para “que se dê uma resposta à população e credibilidade ao Poder Legislativo” que, segundo ele, vem sofrendo muito desgaste após as denúncias contra Cunha. “Espero que a gente conclua e vire essa página para retomar a pauta positiva de interesse da sociedade”, completou.

Damião Feliciano disse que vai analisar o que será apresentado na sessão para poder decidir qual vai ser o voto, embora negue estar entre os indecisos. “Pode haver algumas alterações e eu quero analisar na hora o que for colocado, porque há algumas interrogações. E eu quero ver o que eu vou votar”. A votação do pedido de perda de mandato acontecerá hoje, em sessão extraordinária marcada para as 19 horas.

Os deputados deverão votar o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), aprovado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar no dia 4 de junho. O relator concluiu que Cunha mentiu em depoimento espontâneo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em maio de 2015, quando disse não possuir contas no exterior. Ele nega que tenha mentido à CPI, argumentando que as contas estão no nome de um trust familiar contratado por ele para administrar seus recursos no exterior. Cunha está afastado das funções de deputado federal desde maio deste ano e esteve afastado também da presidência da Casa até 7 de julho, quando renunciou ao cargo.

A votação começará somente com quórum alto, de cerca de 420 deputados. Para a perda do mandato, são necessários os votos da maioria absoluta dos membros da Câmara (257). Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, na fase de discussão, o primeiro a falar será o relator do parecer, por 25 minutos. Em seguida, os advogados de Cunha terão outros 25 minutos para usar a palavra, e o próprio deputado afastado poderá usar mais 25 minutos para se defender pessoalmente.

Deputados inscritos no início da sessão poderão falar, então, por cinco minutos cada um. Depois que mais de quatro se manifestarem, o Plenário pode decidir pelo encerramento da discussão. A votação será realizada a seguir de forma nominal e aberta, pelo painel eletrônico.

CONFIRMARAM:

André Amaral (PMDB)

Benjamin Maranhão (SD): vota pela cassação

Damião Feliciano (PDT): não decidiu voto

Efraim Filho (DEM): vota pela cassação

Luiz Couto (PT)

Manoel Júnior (PMDB)

Pedro Cunha Lima (PSDB): vota pela cassação

Rômulo Gouveia (PSD): vota pela cassação

Wilson Filho (PTB): vota pela cassação

Wellington Roberto (PR)

A CONFIRMAR:

Aguinaldo Ribeiro (PP)

Hugo Motta (PMDB)

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