terça, 25 de junho de 2019
Política
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Deputados paraibanos não conseguiram se eleger apenas com seus votos

Beto Pessoa / 18 de novembro de 2018
Foto: Rafael Passos
Grupos formados por ideais em comum ou forças unidas em prol de uma eleição? As opiniões sobre as coligações partidárias não seguem uma linha específica, mas é certo que sua dinâmica ajuda a eleger políticos que nem sempre receberam o maior volume de votos, criando uma dependência mútua entre os candidatos que compõem as chapas, já que o número de votos recebidos pela coligação define quantas cadeiras ela terá direito na Assembleia Legislativa (ALPB) ou na Câmara Federal.

Mas coligações partidárias nas eleições proporcionais estão prestes a entrar em extinção, graças à reforma política do ano passado, que determinou o fim deste sistema a partir de 2020.

No pleito geral deste ano, as composições multipartidárias foram marcadas por um certo equilíbrio de votos, onde a ajuda dos não eleitos foi fundamental para a conquista das vagas no Legislativo estadual e federal, não tendo a figura do ‘puxador’ de votos.

Nem os dois candidatos que mais conquistaram os eleitores para deputado estadual (Cida Ramos, com 56.048 votos) e federal (Gervásio Maia, 146.860 votos) conseguiram atingir o quociente eleitoral para cada cargo sozinhos.

O Quociente eleitoral (que é o índice alcançado para estabelecer a conquista de uma cadeira nas eleições proporcionais) para o cargo de deputado estadual na Paraíba foi de 56.984 votos (936 a mais que o número alcançado pela socialista). Já na corrida pelas 12 cadeiras federais, o quociente eleitoral foi de 165.781 votos (16.921 a mais que os conquistados pelo atual presidente da Assembleia).

Além disso, no cálculo das sobras, as mais votadas acabam colhendo outras vagas legislativas.

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