sexta, 19 de julho de 2019
Política
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Deputados federais da PB gastam R$ 637 mil em três meses

André Gomes / 12 de maio de 2019
Foto: Marcelo Camargo/Arquivo Agência Brasil
Levantamento divulgado pelo Ranking dos Políticos sobre o gasto da cota parlamentar na Câmara dos Deputados nos últimos três meses pelos parlamentares aponta que até o momento o Congresso gastou R$ 25 milhões, dos quais R$ 637.027,22 foram gastos pelos 12 deputados federais da Paraíba do cotão destinado a cada um.

Conforme o levantamento, o deputado paraibano que lidera o ranking como o que mais gastou nos primeiros três meses do ano foi Damião Feliciano (PDT), que registrou um gasto de R$ 97.524,13, com uma média mensal de R$ 32,5 mil de gastos.

Em seguida vem o deputado federal Wellington Roberto (PR), líder do partido na Casa, que gastou R$ 88.233,29, com uma média de gasto mensal de R$ 29,4 mil.

O terceiro do ranking é o deputado federal Hugo Motta (PRB), que registrou R$ 74.953,43 de gastos nos últimos três meses, com uma média mensal de R$ 23,321,38. Em quarto lugar, aparece o deputado Frei Anastácio (PT), estreante na Câmara dos Deputados, que gastou R$ 69.964,15, uma média mensal de R$ de 23.321,38.

De retorno à Câmara Federal, o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) aprece como o quinto colocado no ranking dos gastos, com uma despesa de R$ 62.963,74 nos últimos três meses e com uma media de gastos mensais de R$ 20,9 mil.

O novato Julian Lemos (PSL), que ficou na sexta posição, gastou R$ 50.128,34, uma média mensal de R$ 16,7 mil por mês. Outro que também retornou ao mandato na Câmara Federal, o deputado Wilson Filho, está em sétima colocação, com um gasto de R$ 43.638,74, o correspondente a R$ 14,5 mil por mês.

Outro veterano, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), líder da maioria, aparece em oitavo lugar no Ranking com um gasto de R$ 41.957,08, nos últimos três meses, o correspondente a uma média de gasto mensal de R$ 13,9 mil.

O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), que defende o fim dos privilégios no Congresso, é o nono do Ranking dos gastos, com o registro de uma despesa de R$ 35.063,59 nos últimos três meses, com uma média de gastos mensal de R$ 11,6 mil.

Em décimo lugar no Ranking está a deputada federal Edna Henrique (PSDB), que gastou R$ 30.061,77 e teve uma média de gastos mensal de R$ 10,02 mil.

Em penúltimo lugar no Ranking, o que significa o segundo que menos gastou da bancada federal paraibana, aparece o deputado Efraim Filho, vice-líder do Democratas na Casa, que teve gastos de R$ 22.898,63, uma média mensal de R$ 7,6 mil.

Já o 12º lugar no ranking e apontado como o deputado federal paraibano que menos gastou está o deputado Gervásio Maia (PSB), também estreante na Câmara dos Deputados, que gastou apenas R$ 19.622,14 nos últimos três meses, o que representa uma média mensal de gastos de R$ 6,5 mil.

Ranking

A plataforma atua na classificação e compliance do setor público por meio de ferramentas tecnológicas compiladas pelo Portal da Transparência e informações públicas de parlamentares brasileiros. Os critérios utilizados pelo Ranking dos Políticos são absolutamente técnicos, levando em conta fatores como assiduidade, gastos da cota parlamentar, processos judiciais e atuação legislativa. Todas as informações publicadas no Ranking são públicas, disponíveis nos sites oficiais do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e dos Tribunais de Justiça do país.

Senado amplia quadro de assessores



O levantamento também aponta que o Senado continua aumentando o número de funcionários na casa. Em março, os senadores contavam com 2.420 assessores e, em meio aos debates em torno da reforma da Previdência, os nobres congressistas conseguiram aumentar as contrações. Em menos de um mês foram 334 novos assessores, elevando para 2754.

O senador que mais “emprega” até o momento é Izalci Lucas (PSDB-DF), que conta com 74 assessores. Em seguida, vem Renildes Bulhões (PROS-AL), com 64 contratados. Enquanto isso, o senador com menor número de contratados é o Reguffe (Sem Partido-DF) que conta com apenas nove assessores.

O custo total do Senado, no ano passado, foi de R$ 4,4 bilhões. Deste valor, 84% (R$ 3,7 bi) foram utilizados apenas para pagamentos de servidores da Casa.

Dados do Congresso em Foco apontam que Cerca de 70% dos funcionários do Congresso Nacional não entraram por meio de concurso público. São 15.583 pessoas com cargos comissionados em gabinetes, comissões, secretarias e áreas administrativas. Se considerados os terceirizados, esse índice beira os 80%. No Senado, onde o índice de comissionados passou dos 50% pela primeira vez no ano passado, três decisões judiciais pedem a suspensão das contratações. Aprovados no concurso público de dois anos atrás conseguiram que a 7ª e a 9ª Vara Federal de Brasília obrigassem a Casa a reservar a eles as vagas para as quais foram aprovados.

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