sábado, 23 de fevereiro de 2019
Política
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Daniella e Pedro abdicam de auxílio mudança, no valor de R$ 33 mil

André Gomes / 08 de janeiro de 2019
Foto: Nalva Figueiredo
A senadora Daniella Ribeiro (Progressistas) e o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) abdicaram ontem de uma verba no valor de R$ 33,7 mil referente ao auxílio mudança, pago pelo Congresso em todo final de mandato. O valor gasto apenas na Câmara dos deputados é de R$ 17 milhões.

“Logo que fui informada sobre o auxílio-mudança, como é conhecido o subsídio, decidi abrir mão desse direito não para fazer caridade, porque o povo brasileiro não precisa disso, mas por uma questão de consciência e respeito à população, que carece de direitos básicos como saúde, educação e segurança. A renúncia ao auxílio-mudança condiz com os meus princípios e valores, sobretudo, com a minha trajetória na política”, declarou Daniella. Vale lembrar que o recebimento do subsídio é legal e está amparado no decreto legislativo n° 274/2014.

Eleita pela Paraíba com 831.701 votos nas eleições de outubro, Daniella tomará posse no Senado Federal no dia 1° de fevereiro. Chegará como a líder do Progressistas. Daniella será uma das 12 mulheres a compor a bancada feminina no Senado.

Pedro Cunha Lima utilizou as redes sociais para lamentar a distribuição do auxílio. O tucano afirmou que a sua parte será doada a algum projeto social ou instituição na Paraíba.

“Eu não posso receber esse dinheiro. O povo tem o direito de ver esse dinheiro sendo aplicado em outras coisas importantes e por isso, vou destinar esse dinheiro para alguma finalidade social. Em um País como o nosso que tem gente vivendo no lixo, morando nas ruas, não se pode gastar R$ 17 milhões com isso”, destacou o deputado que tem entre as bandeiras do seu mandato a redução do gasto com a máquina pública.

Em seu primeiro mandato, Pedro chegou a economizar no seu gabinete um total de R$ 2.715.862,52. Segundo ele, uma decisão tomada em 2015 e que vai o acompanhar, por obrigação, enquanto estiver na vida pública. “Continuaremos da mesma forma nesse novo mandato porque entendemos que o dinheiro público deve ir para ações importantes como a melhoria da educação no Brasil. Não pode ter escassez na creche e abundância no gabinete do deputado”, afirmou.

Para o deputado, é preciso formar um novo caráter de nação. “Que o jeitinho brasileiro dê espaço à coletividade, ao respeito ao próximo. E que a mania de justificar vantagens de uma elite dê espaço à empatia para ver cada um crescer. E por estar errado, e por ser tão lógico que precisa mudar, sei que não faço nada além daquilo que uma nova mentalidade de país obriga. Minha função é servir. O povo exige, e eu busco cumprir”, disse.

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