terça, 26 de janeiro de 2021

Congresso
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Bancada paraibana no Congresso Nacional é contra a doação de empresas para campanha

Adriana Rodrigues / 19 de março de 2017
Foto: Divulgação
Se depender de integrantes da bancada federal da Paraíba e de dirigentes de partidos, as mobilizações que foram retomadas na semana passada em Brasília, para incluir a anistia para o crime de Caixa 2 e a volta do financiamento empresarial nas campanhas eleitorais no projeto de reforma política no Congresso Nacional, não terão êxito e as tentativas de incluir essas propostas na pauta de votação não sairão do papel.

Deputados federais e senadores paraibanos consideram as discussões inoportunas e afirmam que vão se posicionar contra as duas propostas, que tendem a estimular a corrupção e a impunidade no Brasil.

Regresso. O deputado Benjamin Maranhão (SD), coordenador da bancada federal paraibana, considera que não há clima no País para retorno das doações de campanha por empresas. Segundo ele, diante de tantos escândalos envolvendo empresas doadoras e o pagamento de propina a ministros e agentes do governo, não há com o Brasil querer ver esse modelo sendo repetido.

“Para mim, a luta da classe política agora deve ser outra, devemos trabalhar para melhorar a imagem do Congresso Nacional com a sociedade. Isso só é possível com discussões de temas que realmente reflitam o interesse da população. O financiamento de campanhas eleitorais por empresas já é um assunto superado. Eu votarei contrário a qualquer iniciativa de recriar esse dispositivo”, declarou o parlamentar.

O deputado federal Efraim Filho (DEM), que atua como líder do partido na Câmara dos Deputados, fez vários pronunciamentos durante a semana rechaçando as mobilizações. Ele revelou que vai orientar o partido a votar contra as propostas

“Sou contra qualquer projeto de anistia a crimes eleitorais e de volta ao financiamento de campanhas por empresas . Temos de estar em sintonia com a voz da sociedade, que se posiciona a favor do combate a corrupção e da impunidade, que são os maiores problemas do País”, afirmou.

De acordo com Efraim Filho esses assuntos poderão voltar a ser tratados pela Comissão Especial que está responsável pela reforma política, mas não significa dizer que eles serão aprovados. “Temos que ser contra, porque não podemos fazer papel de cegos e surdos, para permitir que dinheiro fruto da corrupção volte a financiar campanhas eleitorais”, declarou.

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