segunda, 23 de outubro de 2017
Política
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Comissão de impeachment ouve ministro da Fazenda

Da Câmara Federal / 31 de março de 2016
Foto: Divulgação
Começou, no final da manhã desta quinta-feira (31), a segunda audiência pública da comissão especial que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Serão ouvidos o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o professor de Direito Tributário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Ricardo Lodi Ribeiro, indicados por parlamentares governistas.

Cada convidado terá 30 minutos para as considerações iniciais. Em seguida, o relator da comissão, deputado Jovair Arantes (PTB-GO) terá 15 minutos para indagações. O tempo destinado às perguntas de líderes partidários e demais membros do colegiado é de três minutos, conforme procedimentos definidos na véspera.

Reunião de quarta-feira

Esta é a segunda audiência pública da comissão especial do impeachment. A primeira foi realizada nesta quarta-feira (30) em clima tenso e reuniu os juristas Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, que reafirmaram a denúncia de crime de responsabilidade de Dilma com base na edição de decretos de suplementação financeira e nas chamadas “pedaladas fiscais” (uso de recursos de bancos públicos para quitar compromissos de programas sociais do governo). Por outro lado, parlamentares governistas, como o deputado Wadih Damous (PT-RJ), classificaram a atuação dos juristas como “comício político”.

Aliás, a audiência de ontem ainda tem reflexos na de hoje, já que alguns parlamentares da comissão reclamaram do não cumprimento de um acordo de procedimento para que todos tivessem a oportunidade de fazer perguntas aos juristas.

A reunião foi encerrada duas horas após o início, sob o argumento do início da Ordem do Dia do Plenário da Câmara, o que impossibilitaria a continuidade dos depoimentos. Segundo o presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), “o acordo vai até o limite legal”. Rosso também negou questão de ordem do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que queria mais prazo para a defesa de Dilma Rousseff.

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