segunda, 21 de setembro de 2020

Política
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Cinco mil temporários demitidos em quatro anos

Alexandre Kito e Adriana Rodrigues / 29 de dezembro de 2016
Foto: Assuero Lima
Luciano Cartaxo (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (28), que vai regularizar o quadro de pessoal e reduzir para 30% o número de servidores temporários da Prefeitura Municipal até com a realização de concurso público. Segundo ele, para atender a recomendação do Ministério Público e cumprir o projeto de lei 1643/16, de autoria do Executivo, aprovado na terça-feira pela Câmara, tem que reduzir em 5% ao ano, o número de prestadores de serviços, o que dará aproximadamente 600 servidores por ano.

Cartaxo anunciou que vai começar o ano de 2017 encaminhando uma mensagem para Câmara Municipal, lançando um concurso público para a Controladoria Geral de João Pessoa (CGE-JP). Segundo ele, a além de cumprir a determinação legal de forma gradativa, a ideia é investir no Controle Interno, reestrutura a secretaria.

“Quem vai ganhar com isso é a população pessoense. Vamos trabalhar diante desta perspectiva de realização de concursos públicos, para progressivamente, cumprir esta tabela que foi programada de 5% ao ano, para que possamos atender essa demanda do Ministério Público, que determinou a realização de concursos públicos para substituições dos prestadores de serviços”, argumentou.

Além da CGE-JP, Cartaxo revelou que está analisando também a possibilidade de concurso para a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), e em outras áreas. “Mas, prioritariamente, vamos começar pela Controladoria”, afirmou.

Cartaxo disse que em 2012 foi aprovada uma lei na Câmara Municipal, encaminhada pelo ex-prefeito Luciano Agra e sancionada por ele em 2013, pela qual já determinava que durante os quatro anos da gestão deveria ocorrer a redução dos prestadores de serviço do Executivo.

O projeto de lei 1643/16 pretende limitar o número de contratações ao equivalente a 30% do total de cargos efetivos da administração municipal. Serão mais de cinco mil prestadores desligados em quatro anos.

 

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