quarta, 03 de março de 2021

Política
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Cinco anos de saudade do poeta Ronaldo Cunha Lima

Damásio Dias / 07 de julho de 2017
Foto: Arquivo
Foi na manhã do dia 7 de julho de 2012 que o ex-governador da Paraíba faleceu. Aos 76 anos, estava em sua residência no bairro de Tambaú, quando perdeu a luta contra uma insuficiência respiratória decorrente do câncer de pulmão. Com uma trajetória política invejável, deixou herdeiros na política.

O filho Cássio, hoje ocupante da cadeira mais importante do Congresso Nacional, de presidente do Senado, é o maior exemplo da força do sobrenome e do legado deixado por Ronaldo.

Cássio Cunha Lima ocupa o cargo devido o titular, Eunício Oliveira, estar no exercício da presidência da República. Foi dele o primeiro relato da que se teve sobre a morte de Ronaldo, através de uma postagem no microblog Twitter. Depois disso, a comoção tomou conta de várias cidades paraibanas e teve na amada e apaixonada Campina, o seu sepultamento no jazigo da família no Cemitério Monte Santo.

Numa trajetória ascendente, elegeu-se vereador, mas nem terminou o mandato obteve uma vaga na Assembleia Legislativa, para qual foi reeleito a um segundo mandato que não foi cumprido porque as urnas o chamaram novamente e em 1968, destronando figurões da política municipal, elegeu-se, aos 32 anos, prefeito de Campina Grande.

Foi cassado pela Ditadura Militar. A anistia política veio e ele voltou a Campina Grande, como prefeito novamente, em 1982. Em 1990, elegeu-se governador. Depois senador. O último cargo eletivo foi de deputado federal.

Exemplo de pai e político

Além de poeta e político, Ronaldo Cunha Lima também foi advogado, promotorde Justiça e professor. Deixou um legado marcante para a Paraíba, sobretudo para seus familiares, que tem nele, a inspiração de um homem que soube viver intensamente e que construiu uma história que jamais se apagar.

No mês de abril, o Senado lançou livro com uma coletânea de discursos e poemas do ex-senador Ronaldo Cunha Lima (1936-2002). “Um dos homens mais cultos, mais brilhantes e, ao mesmo tempo, mais simples, que passaram por esta Casa”, disse Eunício Oliveira, ao falar do primeiro volume da Coleção Senadores da República: discursos memoráveis, editada pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB).

Com 224 páginas, o livro é dividido em três partes: na primeira, 27 discursos proferidos entre 1995 e 2002; na segunda, 12 poemas; e, na terceira, 48 fotos de sua vida pública.

Na ocasião, o senador Cássio Cunha Lima se disse particularmente emocionado. Ele ressaltou o legado de humanismo e solidariedade deixado pelo pai, além de sua capacidade intelectual, carisma e habilidade como gestor. “Ele exerceu todos os cargos eletivos, menos o de Presidente da República, e o fez com muito espírito público”, destacou.

Cássio nunca deixou de enaltecer a importância do pai para o seu sucesso na carreira política e relembra que ele foi o seu grande professor, orientador e apoiador.

Sucesso que repassa ao filho Pedro Cunha Lima, eleito para o primeiro mandato de deputado federal.

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