sábado, 06 de março de 2021

Política
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Começa reunião que pode afastar o PSDB de Michel Temer

Gabriel Botto e André Gomes / 12 de junho de 2017
Foto: Jaciara Aires
A cúpula do PSDB nacional já está reunida em Brasília com intuito de definir se permanece ou não na base do governo do presidente Michel Temer. A reunião é consequência do resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu não cassar a chapa Dilma-Temer, que, consecutivamente, cassaria o mandato do presidente.

A reunião conta com a presença de senadores e deputados federais. O deputado Pedro Cunha Lima, um dos defensores da saída do partido da base do presidente Michel Temer está presente. Ele é considerado como um dos tucanos que integram o núcleo conhecido como "cabeças pretas". Segundo Pedro, não existe condições do PSDB continuar apoiando o atual governo, independente da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



PSDB está dividido; reunião decide futuro do partido

O senador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), revelou que o partido está dividido e que essa reunião deve se preocupar com o país, deixando as questões políticas que envolvem o partido e o governo de lado.

“Estamos com o partido dividido, assim como o país está dividido, as pessoas estão divididas. Não será uma reunião definitiva, quem sabe, mas há uma discussão em curso que deve ser feita com muita responsabilidade, pensando não apenas no governo mas pensando sobretudo no país", disse o senador Cássio Cunha Lima.

Cássio afirma que a decisão do PSDB em deixar ou não a base do governo peemedebista é crucial para os brasileiros, principalmente os desempregados.

"O país é muito maior do que qualquer governo, então nós temos que medir muito bem as nossas atitudes, calcular bem os nossos passos para avaliar bem se essa nossa atitude de saída ou de ficar no governo terá sobretudo na vida das pessoas, principalmente dos desempregados. Hoje se eu tenho uma preocupação central é com os milhões de desempregados. O desemprego é uma chaga da sociedade, o desemprego destrói famílias”, completou Cássio Cunha Lima.

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