segunda, 25 de janeiro de 2021

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Com eleição de vereadores mais novos, Câmara de JP passa a ter média de idade de 45 anos

Alexandre Kito / 02 de março de 2017
Foto: CMJP
Com o resultado das eleições proporcionais 2016, os pessoenses contarão com legisladores mais jovens, que defendem bandeiras diversificadas. Os vereadores eleitos e os reeleitos formarão o perfil da nova Câmara Municipal de João Pessoa para o quadriênio (2017-2020). A distribuição de cadeiras representa um rejuvenescimento na Casa.

Passada as eleições e com novos nomes, o desafio dos parlamentares vai ser demonstrar quais são as principais bandeiras que eles defendem para a legislatura, que já deveria ter começado e está em mais de um mês de atraso.

João Pessoa tem uma Câmara Municipal com idade média de 45 anos. Dos que ocuparão as 27 vagas disponíveis, mais da metade têm até 45 anos. De acordo com o cientista político Fábio Machado os números, efetivamente, podem mostrar uma eminente mudança de postura do eleitorado. Isso porque, segundo ele, a quantidade de ‘jovens eleitos’ está também associada ao desejo de renovação da política de grande parte da população. “Estes podem ser os novos políticos que surgem dessa crise de representatividade que estamos vivendo, esse tipo de elemento é importante”, afirmou.

A maioria dos parlamentares eleitos para esta legislatura exerce outro tipo de atividade. São vereadores que atuam como empresários, médicos, servidores públicos, advogados, entre outros. Dos 27 vereadores apenas nove declararam à Justiça Eleitoral que não têm outra atividade a não ser a de vereador.

A Casa ganhou reforço com os vereadores que defendem as mais diversas bandeiras. Em defesa do consumidor, o Legislativo municipal contará com, pelo menos, quatro representantes. Um deles é o vereador Helton Renê, que passou grande parte da legislatura passada atuando junto ao Procon da Capital. “Há bastante tempo eu lido com os problemas mais variados possíveis, voltados ao consumidor. Contribuem para que a gente possa elaborar projetos que beneficiem a população nesse quesito”, disse o parlamentar.

No campo da Segurança Pública, apenas dois dos legisladores devem ser ligados à causa. O mesmo número que possuem os segmentos da Educação de minorias, como é o caso da socialista Sandra Marrocos. A vereadora já declarou que vai fazer um trabalho voltado à defesa das mulheres, negros e homossexuais. “Eu sou de luta e o meu partido com seu projeto me contempla. Vou passar mais um mandato em defesa do nosso povo”, explicou Sandra. A Casa também tem vereadores que vão trabalhar voltados às causas sindicais.

O especialista acredita que a diversificação das bandeiras é o resultado de uma tentativa de vários segmentos de elegerem os seus representantes. “As pessoas tendem a votar naqueles que buscam atender os seus interesses, por isso que eles conseguem ter uma votação expressiva”, declarou. O presidente da Câmara de João Pessoa, Marcos Vinicius (PSDB), também afirmou que a primeira ação da Mesa Diretora para aproximar a Casa da população será a sessão itinerante da Câmara, que vai ser a oportunidade de mostrar as bandeiras de cada parlamentar. “Essa é uma de nossas propostas e a primeira vai acontecer em Mangabeira.

Consequentemente, em abril, teremos a segunda, sempre a última quinta-feira de cada mês”, afirmou o presidente.

Assim como foi a relação de táxi e Uber, outros segmentos também tentam ser representados pelos vereadores dentro do processo político. É um movimento natural da sociedade”. “As pessoas buscam votar nos indivíduos que lhe dão maior representativa e respondem aos seus anseios, suas vontades e necessidades”, disse o especialista.

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