domingo, 17 de janeiro de 2021

Política
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Câmara de Vereadores já tem 16 assinaturas e quer CPI Mista para investigar Energisa

Alexandre Kito / 15 de fevereiro de 2017
 

Os vereadores da Câmara Municipal de João Pessoa estão dispostos a instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do fio preto da Energisa. Dezesseis parlamentares, segundo Raíssa Lacerda (PSD), já assinaram o documento para protocolar a instalação. A vereadora afirmou que a Casa pretende realizar o processo em conjunto com a Assembleia Legislativa da Paraíba. O relator da CPI deve ser o líder da bancada de situação, Helton Renê (PCdoB). Além dele, ainda se ofereceram para o cargo, segundo Raíssa Lacerda, os vereadores João Corujinha (PSDC) e Lucas de Brito (PSL)

Raíssa Lacerda explicou que já está dialogando com os deputados estaduais para que a CPI seja realizada em conjunto com o Legislativo Estadual. Ela também não descarta a possibilidade da participação da Câmara Federal, por meio dos deputados federais que compõem a bancada paraibana no Congresso Nacional. "A denúncia é gravíssima e é preciso estourar uma CPI não só na Câmara Municipal de João Pessoa, mas também na Assembleia Legislativa. Com certeza o trabalho pode ser casado e terá mais peso”, alegou a parlamentar.

O líder governista Helton Renê se ofereceu para ser o relator da CPI que vai investigar a empresa por praticar fraude de ligações clandestinas nas casas das pessoas para, posteriormente, acusar os moradores de crime pela utilização dos chamados "gatos de energia". O vereador alegou que já tem experiência de trabalho em defesa ao consumidor, quando atuou no Proncon da Capital. Por isso, acredita que terá êxito na investigação.

"Analisamos e vamos dar prosseguimento a CPI. Se for pela relatoria eu também me disponho sem nenhum problema. Sei que há outros interessados, mas como já tenho experiência na atuação em defesa do consumidor acredito que podemos avançar. A sociedade não pode ficar sem resposta em relação ao que vem acontecendo com a Energisa. É algo que já ocorre há muito tempo, então vamos analisar com cautela. Também iremos ao Ministério Público Estadual trazer mais informações para ter um denominador positivo", explicou Helton Renê.

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