quinta, 06 de maio de 2021

Política
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Câmara de Cabedelo suspende pagamento de vereadores envolvidos na ‘Xeque Mate’

Adriana Rodrigues / 14 de junho de 2018
Foto: Reprodução
A presidente da Câmara de Cabedelo, Geusa Ribeiro (PRP), vai cumprir a decisão do Tribunal  de Contas do Estado (TCE) e suspender, a partir deste mês, o pagamento dos salários dos vereadores e servidores afastados pela Justiça, por envolvimento na operação Xeque-mate.

De acordo com a vereadora, a decisão vai garantir uma economia de R$ 100 mil por mês aos cofres do Legislativo Municipal.  Ele explicou que a decisão é resultado de uma consulta formulada por ela ao TCE para saber da legalidade ou não do pagamento dos agentes políticos e servidores públicos afastados pela Justiça.

Ao analisar a consulta, que teve como relator o conselheiro substituto Antônio Cláudio Silva Santos, em harmonia com o parecer do Ministério Público de Contas,  o TCE entendeu pela ilegalidade e consequente suspensão de pagamentos de remuneração a agentes políticos e servidores públicos afastados do serviço efetivo por decisão judicial, “salvo decisão de mesma esfera em sentido contrário”.

Vários agentes políticos de Cabedelo, entre eles a vereadora Jaqueline França, esposa do prefeito afastado Leto Viana, o ex-presidente da Câmara, Lúcio José, e servidores públicos foram presos e afastados do cargo por participarem de um esquema de corrupção investigado pela operação Xeque-mate, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Estado (MPB-PB), por meio do Gaecco, no último dia 3 de abril.

Apesar de presos e afastados, os agentes políticos, entre eles 10 vereadores, continuam recebendo normalmente os salários, assim como o prefeito-afastado Leto Viana.

Para Geusa, essa decisão é uma resposta para o povo da cidade de Cabedelo que está acompanhando de perto todas as fases do processo e que a Câmara Municipal vem trabalhando com seriedade e compromisso para o desenvolvimento da cidade.

A suspensão do pagamento dos salários deve envolver também o prefeito Leto Viana, seu vice Flávio de Oliveira, e todos vereadores presos, afastados e funcionários que possuam vínculo comissionado e efetivo, entendendo como ilegalidade a permanência do pagamento dos honorários, não só no Legislativo, mas na Prefeitura Municipal.

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