sábado, 16 de fevereiro de 2019
Política
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Bolsonaro toma posse como presidente da República

Redação com agências / 01 de janeiro de 2019
A posse de Jair Bolsonaro (PSL) como presidente da República, na Esplanada dos Ministérios gerou a forte presença de forças de segurança para a festa das caravanas que chegaram à Brasília desde ontem para acompanhar a troca de faixa.

A festa em si começa no início da tarde com o deslocamento do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e da primeira-dama Michelle em direção à Esplanada dos Ministérios.

A cerimônia vai ser extensa e começa por volta das 14h, quando Bolsonaro e Michelle deixam a Granja do Torto rumo à Esplanada dos Ministérios. Pouco depois das 14h30, o presidente eleito e a primeira dama devem trocar de carro em frente à Catedral. Tradicionalmente, o desfile é feito em carro aberto, um Rolls-Royce, mas ainda não está definido se o percurso será feito nele ou em carro blindado.

Os Dragões da Independência, policiais em carros, motocicletas e a pé os acompanham em direção ao Congresso Nacional. Pelo cronograma, o desfile do cortejo presidencial da Catedral até o Congresso ocorrerá às 14h45, com previsão de início da sessão solene de posse no Plenário da Câmara dos Deputados às 15h.

Em frente ao Congresso, o presidente eleito subirá a rampa e seguirá para o plenário na Câmara onde será oficialmente empossado. Ele fará um discurso. Tradicionalmente, é neste momento que são enviadas mensagens ao Parlamento e à sociedade.

Após o Congresso, Bolsonaro segue por volta das 16h para Palácio do Planalto. Haverá o Hino Nacional, revista às tropas, salva de 21 tiros e apresentação da Esquadrilha da Fumaça. No Planalto, ele sobe a rampa e segue para o Parlatório onde o presidente Michel Temer transmite a faixa presidencial.

Ainda no Planalto, o presidente eleito recebe os cumprimentos e nomeia sua equipe ministerial formada por 22 integrantes. Há a fotografia oficial em que o presidente eleito posa ao lado dos ministros nomeados.

A previsão é que por volta das 19h Bolsonaro siga para em cortejo para o Itamaraty. A recepção deve seguir até 21h.

Discurso

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, preparou seu discurso ontem. Ele deve falar em dois momentos distintos – primeiro, no Congresso Nacional, durante a solenidade de posse, e depois, no parlatório no Palácio do Planalto. No parlatório, tradicionalmente é um pronunciamento mais curto.

A informação é do irmão de Bolsonaro, Renato, que está hospedado na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília, com parentes desde domingo.

“Ele está preparando seu discurso. Nós não interferimos. É um ambiente familiar”, afirmou Renato ontem, ao deixar a área de segurança da residência para cumprimentar populares que se aglomeram desde cedo no local.

Caravanas

Totalmente fechada para carros, a Esplanada dos Ministérios foi ocupada por ônibus da Polícia Militar, homens fardados, turistas e ambulantes que vendem camisetas com o rosto do futuro mandatário e chapéus e faixas verde e amarelo.

O técnico industrial Juan Chargue, 40, veio do Rio de Janeiro para participar do evento. Ele, que chegou nodomingo, disse que espera que o futuro presidente desfile em carro aberto. Em meio a temores de que haja ameaças à segurança de Bolsonaro, ainda há dúvidas sobre se ele descerá a avenida no tradicional Rolls Royce presidencial, ou faça o trajeto em carro fechado.

Muda o mapa do poder

A chegada de Jair Bolsonaro ao governo muda o mapa do poder de Brasília. Saem restaurantes sofisticados, charutos importados e academia à beira do Lago Paranoá frequentados pelo alto escalão do governo Michel Temer. Entram locais de comida nordestina a quilo, self-services em bairro de classe média e espaço fitness de baixo custo, ambientes preferidos pelo entorno do presidente eleito.

Nos últimos dois anos e meio, para encontrar deputados, senadores e ministros influentes, bastava ir a restaurantes de alto padrão tradicionais da capital federal, como Lakes ou Piantella.  Uma mesa na varanda do refinado Tejo, de cozinha portuguesa, é diariamente reservada ao ministro Moreira Franco (Minas e Energia).

De propriedade de um amigo de longa data de Moreira, o restaurante foi escolhido, por exemplo, para celebrar o primeiro ano do governo Michel Temer. Em maio do ano passado, o ministro e equipe ocuparam uma sala reservada no segundo andar.

Foram servidos petiscos de frutos do mar e pratos individuais que custam em torno de R$ 100, garrafas de vinho e charutos cubanos que são fumados na área externa do ambiente (a R$ 75 cada).

A partir do dia 1º, a vida civil dos políticos terá outros ares. Nas últimas semanas, os filhos de Bolsonaro estiveram em restaurantes como o Mangai, uma rede de culinária nordestina a quilo.

O presidente, parlamentar por 27 anos, porém, não costumava usufruir das comodidades. Até a campanha eleitoral, Bolsonaro em geral saía de carro de manhã e voltava à noite. Mesmo que brevemente, não deixava de cumprimentar os funcionários e puxar papo, contou um porteiro que não quis se identificar.

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