sexta, 18 de setembro de 2020

Política
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Bancada da PB apoia PEC 241 e deputados afirmam que Brasil não tinha outra saída

Mislene Santos / 11 de outubro de 2016
Foto: Divulgação
Dos 12 deputados que compõem a bancada paraibana na Câmara Federal, apenas Luiz Couto (PT) votou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241. A matéria, que ficou mais conhecida como a PEC do Teto dos gastos, tem o objetivo de controlar o ritmo de aumento de despesas do Governo Federal com saúde, educação, assistência social e Previdência, por exemplo, pelos próximos 20 anos.

Os deputados paraibanos concederam entrevista ao colunista do Jornal Correio, Edinho Magalhães, e comentaram a importância da aprovação da proposta para a retomada do crescimento econômico do país.

O deputado Manoel Junior (PMDB) afirmou que a PEC é extremamente importante para o momento que país atravessa. Segundo ele, essa medida foi necessária para tentar recuperar a economia e dar credibilidade ao país interna e externamente. “Foi um passo importante dado pelo presidente Michel Temer. E essa PEC não vai tirar nenhum centavo da saúde e da educação. Muito pelo contrário, se recuperamos a economia teremos muito mais recursos para investir não só na saúde e educação, mas também na infraestrutura preparando o Brasil para o futuro”, assegurou.

Para o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), está muito claro para a população brasileira que o governo gasta muito e mal. Segundo ele, esses erros precisam ser corrigidos. “A PEC 241 traz uma primeira correção que é o fato de o governo gastar muito. Atualmente, existe um crescimento de gastos e isso cada vez mais onera o contribuinte na medida em que aumenta da carga tributária. A gente também precisa fazer uma segunda correção que é o mal gasto e, por isso, vêm às críticas, pois não podemos  estabelecer um teto e continuar gastando mal. Além disso, acredito que é preciso investimentos em maior medida na saúde e na educação”, declarou o tucano.

Já Efraim Filho (Democratas) acredita que A PEC 241 deve ser considerada como a nova Lei de Responsabilidade Fiscal do Brasil. De acordo com o parlamentar, atualmente só havia duas alternativas para o Brasil. “Ou se limita os gastança desenfreada ou teria que aumentar os impostos e ninguém aguenta pagar mais imposto, porque se isso acontecer o resultado será ainda mais desempregados”, comentou.

Para Benjamin Maranhão (SD), a aprovação da proposta foi à solução mais viável para a economia brasileira, além de ser é um aceno para que o Brasil recupere a credibilidade e volte a crescer. "Esse era o caminho possível, que é justamente a redução dos gastos públicos e, com isso, recuperar a credibilidade, diminuir o endividamento da União e fazer com que voltem os investimentos ao País. Outra alternativa era aumentar impostos e isso é só o que o Brasil não aguenta mais. Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo e nós não poderíamos tomar esse caminho", argumentou o deputado.

Aprovada

A matéria foi aprovada na noite desta segunda-feira (10) pela Câmara Federal por 366 favoráveis e 111 contra. Houve ainda duas abstenções.

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