quarta, 25 de novembro de 2020

Assembléia
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Corte de diárias dos deputados deve ser próxima medida adotada na Assembleia

Mislene Santos, Nice Almeida e Rammom Monte / 24 de fevereiro de 2016
Foto: Rafael Passos
Depois de reduzir o expediente da Assembleia Legislativa da Paraíba para conter os gastos, o presidente Adriano Galdino (PSB) não descarta cortar as diárias dos parlamentares para garantir o equilíbrio financeiro da Casa. Caso isso se confirme, todos os deputados e terão que manter com recursos próprios, atividades antes sustentadas pela Casa. "Com certeza se for preciso nós entraremos no campo das diárias, da redução de papel, combustíveis e até carros locados", afirmou. A medida já deve começar a ser aplicada na próxima semana.

Contudo, assim como aconteceu com a redução no expediente, a possibilidade de haver corte de diárias provocou reações divergentes na Casa. O deputado Anísio Maia (PT) aprovou a medida. Segundo ele, diante da atual crise financeira pela qual o Brasil passa, é importante também que a Assembleia Legislativa tome medidas para equacionar as finanças. Sem as diárias, o petista garantiu que vai bancar do próprio bolso algumas atividades antes mantidas pela Casa.

“Foi suspenso o pagamento de diárias. Inclusive, nas sessões itinerantes nós é que vamos bancar do próprio gabinete. Eu concordo integralmente, nós estamos em uma época de apertar o cinto e a Assembleia vai dar sua contribuição, naturalmente. Se todo o estado está fazendo isto, o governo federal, nós também temos que fazer. Da minha parte, já estou preparado, vou ‘arrochar’ o cinto neste aspecto. Amanhã vai ter uma reunião na nossa Comissão de Segurança Pública, em Jacaraú, e a minha pessoa e o outro deputado que compõe essa comissão, nós combinamos com a nossa assessoria que nós vamos bancar tudo, não é um problema”, afirmou.

Se por um lado há quem considere natural o corte, há também que lamente a redução. O deputado Renato Gadelha (PSC), líder da oposição na Casa, lembrou dos cortes orçamentários que a Assembleia vem passando e lamentou a iniciativa. Apesar disso, ele afirmou que irá fazer o que tiver que ser feito.

“O estado que tinha já orçado para os Poderes Legislativo e Executivo, corte de R$ 1,5 milhão da Assembleia. Evidentemente, o presidente tem que adequar à sua necessidade, esse valor que foi diminuído. É lamentável, inclusive para mim, que eu tenho a base no Sertão do estado, muito distante e que precisa dessa ajuda para exercer fielmente o nosso mandato. Mas temos que acatar, se não tem condição, vamos discutir com o presidente, se for essa a medida mais premente, nós temos que acatar. O presidente me disse apenas superficialmente que iria cortar as viagens com passagens aéreas, viagens a outros estados, internamente ainda não foi discutido. Mas eu tenho certeza que com a redução de R$ 1,5 milhão por mês, a Casa vai ter que entrar com sacrifício total para poder manter as suas atividades”, finalizou.

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