sexta, 18 de setembro de 2020

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Assembleia Legislativa da PB cria Frente da Vaquejada

Alexandre Kito / 12 de outubro de 2016
Foto: Agência ALPB
Os trabalhadores e os defensores da vaquejada ocuparam ontem as galerias e o plenário da Assembleia Legislativa para debater a proibição da prática pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Uma Frente Parlamentar foi criada pelos deputados em defesa da prática da vaquejada.

O processo de votação de matérias foi encerrado pelo presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), e a sessão ordinária foi transformada em audiência pública, aprovada através de requerimento, por todos os parlamentares presentes, a pedido do deputado Raniery Paulino (PMDB).

Responsável pela criação da Frente Parlamentar em Defesa da Vaquejada, o deputado João Gonçalves (PDT) colheu a assinatura de mais 15 colegas de parlamento que se disponibilizaram a levar todas as reivindicações elaboradas pelos representantes da prática, para serem debatidas em Brasília. O objetivo é de pressionar o Congresso Nacional. "A finalidade é que os parlamentares possam analisar a Lei de Maus Tratos aos Animais. Vamos colocar de cinco a sete pessoas na composição da Frente e vamos discutir. Quem é contra, venha debater, dizer por que é contra. Vamos dar oportunidade ao contraditório”, explicou Gonçalves.

Na Casa, parlamentares dividiram as opiniões relacionadas à vaquejada. Durante a audiência pública, Raniery Paulino colheu as diversas opiniões e pretende encaminhar o debate em busca de soluções. O deputado se colocou contrário à decisão judicial que proíbe a prática. "É uma expressão cultural e tem uma relevância econômica. Isso deve ser levado em consideração. Temos que rever a questão dos animais, mas não concordo com a extinção de algo que é centenário", ressaltou o parlamentar.

Antônio Mineral (PSDB) e Arthur Filho (PRTB) ocuparam a tribuna da Casa em defesa da vaquejada, que é considerada por muitos um esporte. Ambos consideraram equivocada a decisão do Supremo Tribunal Federal. "Há muito tempo já era para ter sido regularizado. O prejuízo é grande. Fabrica de ração, tratadores de cavalos, entre tantos outros ficarão sem renda. Estamos nos mobilizando em várias cidades e nos manifestando contra essa proibição. O Supremo tem que voltar atrás", disse Antônio Mineral.

A vice-presidente da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), Paula Francinette, participou da reunião e se posicionou contra a vaquejada. “É um divertimento montado em cima do sofrimento dos animais. Isso é crime e nós defendemos a vida. Todos os seres vivos têm direito a viver tranquilamente e completar seus ciclos biológicos”, alegou Paula Frassinete.

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