domingo, 19 de novembro de 2017
Política
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Alternativas para Mobilidade: seminário alerta sociedade para atraso em obras

Érico Fabres / 05 de abril de 2016
Foto: Rafael Passos
“É muito mais difícil e custoso construir vias alternativas em cima de cidades estruturadas do que em municípios em início de expansão, estamos atrasados e pagando o preço pela falta de planejamento”. Assim, Buega Gadelha, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba - Fiep-PB, definiu a situação atual da utilização das ferrovias como alternativa às rodovias, tanto para transporte de passageiros como de carga.

Já para o organizador do evento, realizado no Sinduscon-JP – Sindicato da Construção Civil, o engenheiro José Francisco Nóbrega, afirmou que o modal marítimo, mais precisamente o Porto de Cabedelo, está em situação semelhante de atraso, com um calado sem muita profundidade e com falta de guindastes.

De acordo com Carlos Ataíde, economista da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) na Paraíba, existe um plano da empresa para expandir o sistema de Santa Rita a Guarabira, mas a verba da companhia é escassa e depende de iniciativas políticas para captação de verbas para reconstrução da malha ferroviária (de acordo com ele, de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por quilômetro e R$ 5 milhões cada estação).

Já a questão dos trens de carga, toda a situação depende da Transnordestina, que parece ter abandonado a Paraíba, já que não investe desde que assumiu o patrimônio que era da Rede Ferroviária Federal e nem libera para o Estado, pois precisa devolver nas condições em que recebeu, o que é impossível sem gastar, já que muitos dormentes e trilhos foram roubados ou danificados.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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