terça, 11 de dezembro de 2018
Política
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A quatro dias do início do guia, políticos abrem dissidência em suas legendas

Adelson B. dos Santos / 28 de agosto de 2018
Foto: Assessoria do PSB
A quatro dias do início da exibição do guia eleitoral no rádio e na TV, políticos abrem dissidência em suas legendas e passam a apoiar candidaturas de adversários. Primeiro, no domingo, foi o vice-prefeito de Cajazeiras, o petista Marcos do Riacho do Meio, que já tinha divergido do partido, ao optar pela candidatura de Lucélio Cartaxo (PV).

Ele anunciou a troca do PV pelo MDB adesão à candidatura do senador José Maranhão (MDB), contrariando orientação da direção estadual da legenda, que optou pela candidatura de João Azevêdo (PSB). Antes, o prefeito de Picuí, o também petista Olivânio Remígio, aderiu a Maranhão. Dois petistas em menos de 15 dias.

Ainda no domingo, foi registrada uma baixa no esquema do PV do candidato a governador Lucélio Cartaxo. O prefeito de Ingá, Manoel da Lenha (PSD), anunciou apoio a Maranhão. No mesmo dia, o candidato do MDB recebeu adesões dos ex-prefeitos Antônio Fernandes (Malta) e Antônio Ferreira (Mogeiro).

E mais: seis vereadores de Triunfo decidiram apoiar à candidatura do emedebista. São eles: José Batista Duarte (PSB), Manoel Silveira Filho (PTB), Marcos Antônio Alves Caboclo (PT do B), Chico Evangelista (PSL), Antônio Adriano Filho (Avante), Maria Bernardo (PTB).

Nessa segunda-feira (27), houve nova baixa no agrupamento do PV. Pelo menos 17 candidatos a deputado pelo PRTB (partido que formalizou coligação como a sigla) procuraram o candidato do PSB, João Azevedo, para dizer que vão acompanhar sua candidatura. Os dirigentes do partido permaneceram com Lucélio, principalmente os irmãos Eduardo (vereador) e Fábio Carneiro. Ainda ontem, o deputado estadual e candidato à reeleição pelo Avante, Tião Gomes, que integra o agrupamento político do governador Ricardo Coutinho anunciou que não votará no candidato a senador pelo PSB, Veneziano Vital. Tião aderiu à candidatura do ex-governador Roberto Paulino ao Senado.

Couto é o outro nome

O outro candidato a senador de Tião Gomes é o deputado federal Luiz Couto (PT). A adesão de Tião Gomes ao candidato do MDB é uma demonstração de inconformismo de algumas lideranças e racha na base de apoio do governo em relação às eleições. O caso de Tião não é isolado. Outras lideranças devem fazer a mesma coisa que ele.

“Fico muito feliz pelo apoio que passo a ter do deputado Tião Gomes e da professora Leila Fonseca. Aos poucos, estamos chegando lá”, comentou o ex-governador Roberto Paulino.

Tião Gomes assim justificou sua decisão: “Eu já escolhi meus candidatos a senador. São eles o padre Luiz Couto e o ex-governador Roberto Paulino, dois homens de bem e de vergonha na cara. Todo paraibano deveria fazer como eu: votar em duas pessoas de ficha limpa. Eu gosto de Roberto Paulino. Sou apaixonado por Ricardo Coutinho, mas não voto em Veneziano”, declarou Tião Gomes, deixando claro que sua adesão é à candidatura de Roberto Paulino e não ao MDB.

Disse que, para governador, continua com a candidatura de João Azevêdo.

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