terça, 24 de novembro de 2020

Política
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55% dos prefeitos da PB fecharão o ano no vermelho

Rammom Monte / 02 de dezembro de 2015
Foto: Divulgação
Um estudo realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou que os municípios paraibanos estão sentindo diretamente os efeitos da crise. Das 223 cidades da Paraíba, 127 participaram do levantamento, o que representa uma porcentagem de 57% dos municípios do estado. E de todas as cidades pesquisadas, 99,2% afirmaram sentir os efeitos da crise em sua região. Entre as áreas mais afetadas estão a Saúde e a Educação. Com relação as contas da administração, a crise também não tem dado trégua.

A pesquisa ocorreu entre os meses de setembro e meados de novembro deste ano. A entidade elaborou um questionário e enviou para os municípios. Os gestores foram entrevistados sobre a existência de efeitos da crise, quais áreas mais atingidas e quais as providências tomadas, dentre outras.

Contas no vermelho

Por conta dos problemas, 55,1% dos gestores alegaram que não vão conseguir fechar o ano com as contas em dia. E 72,4% alegaram que o município está com algum tipo de atraso no pagamento de fornecedores.

Educação

Um conjunto de 101 cidades das 127 questionadas enfrentam problemas no custeio da área de Educação. Para 64,3% dos municípios que tiveram dificuldades financeiras relacionadas à educação, os recursos são insuficientes para manter as frotas de transporte. Quase na mesma intensidade, aparece a escassez de recursos para o pagamento do Piso do Magistério, citada por 63,3% dos respondentes.

Vinte municípios também alegaram problemas para ligar com a falta de merenda, o que representa 19,8%. Já oito cidades alegaram que tiveram que fechar escolas, o que representou 7,9% do total.

Saúde

Quando o assunto é saúde, a crise se mostrou mais forte para os municípios. Das 127 cidades que responderam, 110 alegaram problemas no custeio da área de Saúde, o que representa 87,3% do total. O principal problema é a falta de medicamentos, mencionada por 70% deles. Em segundo lugar aparece a falta de outros profissionais da área, com 47,2% das citações, seguida da falta de médicos (38,1%).

Porém, esses não são os únicos problemas enfrentados. A paralisação dos equipamentos de saúde foi realidade para quase 34,5% dos municípios. Alguns deles, inclusive, registraram a retirada de ambulâncias de circulação, como também fechamento de postos de saúde.

Providências contra a crise

Por conta dos problemas em duas áreas consideradas essenciais para a população, 96% dos gestores responderam que já começaram a tomar providências para amenizar os efeitos da crise. A mais comum foi reduzir as despesas de custeio, listada por 93,3% deles.

Outra medida adotada foi o corte de pessoal. A redução do quadro de funcionários aparece em segundo lugar, com 66,1% das respostas. Logo em seguida, fica a redução de cargos comissionados (63,6%).

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