quarta, 20 de janeiro de 2021

2018
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Procurador diz que pré-candidatos devem tomar cuidado com articulações fora de hora

Adriana Rodrigues / 26 de março de 2017
Foto: DIVULGAÇÃO
A mais de um ano para o início da campanha eleitoral de 2018 os pretensos candidatos ao pleito e partidos políticos já começaram as movimentações para conquistar a simpatia e voto do eleitor paraibano. Os trabalhos já foram iniciados e mesmo sem definições oficiais de candidaturas, muitos já estão colocando o “bloco na rua” de olho na disputa. Quem está atento a essas articulações é o Procurador Regional Eleitoral, Marcos Queiroga, que alerta aos pretensos candidatos, partidos políticos e aliados que a antecipação da campanha eleitoral poderá trazer severas consequências a quem dela participar.

De acordo com o procurador, as punições vão desde a multa, por prática de propaganda eleitoral, e, dependendo do caso, quando iniciado o processo eleitoral, em 2018, a ações por prática de abuso de poder econômico, que poderá resultar na cassação de registro ou diploma do candidato e a decretação da inelegibilidade por oito anos.

Queiroga explicou que a propaganda política de pretenso candidato visando às eleições de 2018 somente é permitida a partir de 15 de agosto de 2018, após registro de candidatura. “Até lá, qualquer ato público, inclusive por meio virtual, que implique no pedido de votos, exposição de slogan de campanha, cores do partido e número de candidato, configurará campanha antecipada, sujeitando os infratores a penas de multa”, comentou.

Segundo o representante do Ministério Público Eleitoral (MPE), a depender da dimensão do fato, se houver gastos com os eventos, poderá configurar também abuso do poder econômico, podendo o candidato, em 2018, após o seu registro, ser responsabilizado por fatos inclusive ocorridos em 2017, em ações que podem levar à cassação de registro ou diploma.

“O MPE está vigilante a todas as situações e adotará as medidas cabíveis para coibir abusos, instaurando investigações e ajuizando representações quando necessárias, tudo para que as regras do jogo sejam respeitadas e que os candidatos possam disputar as eleições em igualdade, sem antecipações”, afirmou Marcos Queiroga.

Discussão apenas em 2018

Para o deputado federal Efraim Filho, líder do Democratas na Câmara dos Deputados e integrante da executiva estadual do partido, no cenário atual em que vive o País antecipar as eleições não seria a melhor estratégia. “É um ano difícil, de muitos desafios e de tentar vencer a crise. A sociedade prefere vê agora trabalho, para poder em 2018 avaliar o desempenho. É o velho ditado: a gente colhe o que planta”, comentou.

De acordo com Efraim Morais, para o Democratas o ano de 2017, é uma no de plantar, um ano de trabalhar, para que o Brasil consiga encontrar o rumo de desenvolvimento, voltar a crescer e resgatar os empregos perdidos. E como ressaltou, na Paraíba o cenário não é diferente, é preciso continuar trabalhando para fazer com que o Estado cresça, se desenvolva, aumente a geração de empregos e renda. “Precisamos atravessar o ano de 2017, que é um ano imprevisível de desafios. Ai sim, a partir de 2018 ter um cenário mais sólido, para que possamos tratar as estratégias eleitorais", disse.

O parlamentar disse ainda, que o partido tem vários nomes que poderão ser apresentados para integrar a chapa majoritária, que são opções estratégicas. “O Democratas tem nomes os dos deputados, João Henrique, Raoni Mendes, o ex-senador Efraim Morais e o meu, que são todos nomes aptos a ocupar uma vaga na chapa majoritária em 2018, especialmente como candidatos a vice governador ou senador”, revelou.

O vice-prefeito de Campina Grande e presidente do PP, Enivaldo Ribeiro, disse que ainda está muito distante das eleições de 2018 para fazer avaliações e definir quais deverão ser os cenários para o pleito. Segundo ele, ninguém consegue decifrar os desejos de cada possível candidato, por isso, muitos tendem a marchar na luta pela disputa eleitoral camuflada, fazendo visitas, reuniões, entre outros. Mas sempre negando ser candidato. De acordo com ele, o PP prefere esperar, fortalecer as bases e o partido.

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