quarta, 17 de julho de 2019
2018
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Lideranças jogam pesado para ter um partido visando as eleições de 2018

Alexandre Kito / 26 de dezembro de 2017
Foto: Reprodução
O golpe muitas vezes foi dado por políticos de outras siglas ou por filiados que deram ‘rasteiras’ para assumir o controle dos diretórios no estado. Em alguns casos, a mudança foi feita para facilitar as coligações para as eleições de 2018.

A maioria dos insatisfeitos ainda está em busca de novas agremiações, mas esperando a janela partidária - que acontece no mês de abril - para pedir a desfiliação, para que não corra riscos de perder o mandato.

Na Assembleia Legislativa, o primeiro a sofrer para permanecer na presidência do partido foi Janduhy Carneiro (Podemos). O parlamentar conseguiu se manter através da Justiça, mas enfrentou sérios problemas junto aos filiados que tentaram assumir o comando da legenda no lugar dele.

A tentativa de destituir Janduhy Carneiro teve o apoio do Diretório Nacional do Podemos e o caso foi parar na Justiça, que decidiu pela permanência do deputado. “A decisão me manteve na presidência do partido e nós vamos continuar fazendo o nosso trabalho. A gente fez tudo pelo partido e simplesmente abandonar um companheiro que vem presidindo o partido, que dobrou o número de vereadores e tem dois deputados”, disse Janduhy.

Outro caso parecido com o de Janduhy, mas que não teve um ‘final feliz’ para o dirigente ocorreu com o Livres - antigo PSL. Comandado pelo deputado Tião Gomes, que agora está filiado ao Avante, o Diretório Estadual do Livres foi destituído pelos filiados para que a presidência estadual fosse repassada para o vereador da Capital, Lucas de Brito.

A avaliação também teve o apoio da Executiva Nacional e na época a mudança foi classificada por Tião Gomes de conspiração.

O diretório, segundo o deputado, foi tomado para que a legenda possa apoiar a candidatura da oposição nas eleições de 2018, visto que Lucas de Brito é aliado ao grupo oposicionista.

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