segunda, 10 de maio de 2021

Operação
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Suspeito de tentar fraudar concurso da PM teria antecedentes

01 de maio de 2018
Foto: Arquivo
Um dos oito suspeitos de tentar fraudar as provas dos concursos da Polícia Militar (PM) e Corpo de Bombeiros Militar, que aconteceram no último domingo, já teria sido apontado na Operação Gabarito, ação da Polícia Civil da Paraíba que investiga organizações criminosas suspeitas de fraudes em certames por todo País.

A informação foi repassada pela assessoria de imprensa da PM, que disse que um dos acusados, preso na cidade de Patos, Sertão do Estado, já teria sido apontado na Operação Gabarito. O titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) do Estado, delegado Lucas Sá, não confirmou a ligação e disse que está aguardando os procedimentos para averiguar a ligação entre os suspeitos presos em domingo com a Operação Gabarito.

O responsável pela DDF reforçou que as investigações da Operação Gabarito são de competência da Polícia Civil e somente após verificar os procedimentos instaurados pela PM poderá se manifestar sobre o caso.

Os acusados foram presos em três cidades paraibanas, mas nenhum deles é nascido no Estado. Um pernambucano foi preso em João Pessoa, fazendo prova no lugar de outro, portando identidade falsa; Em Patos, foram presos cinco suspeitos, sendo quatro deles também de Pernambuco.

Dois estavam com celular na cueca e os outros três com receptores eletrônicos. Um destes presos no município do Sertão teria sido apontado na Operação Gabarito, segundo informações da PM.

Ainda foram presos dois baianos em Campina Grande, um deles também fazendo prova no lugar de outro. O último apreendido foi um comparsa deste último, que o esperava no lado de fora do local das provas, dentro de um carro. Após a prisão, os acusados foram entregues às delegacias da Polícia Civil das respectivas cidades.

Apesar das tentativas de fraude, o concurso seguirá com o mesmo calendário previsto em edital, uma vez que, segundo a PM, a lisura do exame não foi comprometida. Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM) garantiu que o concurso seguirá normalmente: “Não há chances (do concurso ser suspenso). Não houve fraude e sim tentativa de fraude, onde quem tentou, que já vinha sendo monitorado, foi preso. O concurso transcorreu normalmente”.

A assessoria de imprensa da PM informo u ainda que desde que foi anunciado o concurso, a PM, através da coordenadoria de inteligência, começou os levantamentos para identificar pessoas que poderiam tentar fraudar o certame. Em todos os colégios onde as provas foram aplicadas tinha um agente do serviço de inteligência, por isso os suspeitos foram abordados e detidos.

A Delegacia de Defraudações e Falsificações da Paraíba (DDF) informou que irá solicitar uma cópia de todos os procedimentos, para verificar se há relação entre os suspeitos com as investigações da Operação Gabarito. Informou também que a DDF encaminhou informações à comissão do concurso da PM.

Inquérito com a Justiça Federal

O inquérito da Operação Gabarito já foi concluído, virou processo e atualmente está nas mãos da Justiça Federal, para a instrução processual e julgamento dos acusados. Dos 23 presos, 12 foram liberados e os acusados, apontados pela DDF como líderes do esquema, continuam presos. Pelas regras da instrução processual, Lucas Sá e a Polícia Civil como um todo não pode mais ter acesso ao processo, segundo explicou o próprio delegado. A reportagem tentou ouvir a Justiça Federal mas, até o fechamento desta edição, não conseguiu contato com a assessoria de imprensa.

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