sábado, 16 de janeiro de 2021

Nacional
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Polêmicas e incertezas cercam pedido de prisão de Renan, Jucá e Sarney

Redação com agências / 07 de junho de 2016
Foto: Divulgação
O pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, por tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato está recheado de polêmicas e incertezas.

Na manhã desta terça-feira (07), o jornal O Globo noticiou que o pedido teria sido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi repassada ao jornal por um fonte ligada aos ministros do STF.

Contudo, no início da tarde, em entrevista a Agência Brasil, Janot disse que não confirma nada sobre o pedido e preferiu não comentar o caso. O procurador também não negou que a informação esteja correta e evitou se estender sobre o assunto.

Ao sair de uma reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal, Janot afirmou: “não confirmo nada”.

Apesar da repercussão do caso, as assessorias do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República não confirmam os pedidos de prisão.

O advogado dos senadores Romero Jucá e do ex-senador José Sarney, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse à Agência Brasil que ainda não tomou conhecimento do pedido de prisão de seus clientes.

Senadores se defendem

Apesar da contradição e da falta de confirmação, Renan Calheiros e Romero Jucá consideraram "absurdo" e "desproporcional" o pedido de prisão. Em nota divulgada hoje, Renan considerou a iniciativa “desarrazoada, desproporcional e abusiva".

“O presidente do Senado está sereno e seguro de que a Nação pode seguir confiando nos Poderes da República. O presidente reafirma que não praticou nenhum ato concreto que pudesse ser interpretado como suposta tentativa de obstrução à Justiça, já que nunca agiu, nem agiria, para evitar a aplicação da lei. O senador relembra que já prestou os esclarecimentos que lhe foram demandados e continua com a postura colaborativa para quaisquer novas informações”, diz o documento divulgado pela assessoria de imprensa do senador.

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