segunda, 25 de janeiro de 2021

Maus Tratos
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Bebê de oito meses é espancado pelos pais em Campina Grande e fica cego

Luís Eduardo Andrade / 15 de fevereiro de 2017
Foto: Reprodução
Os pais de um bebê de apenas oito meses foram presos nesta terça-feira (14), acusados de espancar a criança. Depois de três entradas no Hospital Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, o bebê ficou cego de um olho.

A acusação partiu do próprio Hospital de Trauma, que após o terceiro atendimento à criança em menos de dois meses, decidiu acionar o Conselho Tutelar de Campina Grande para informar as agressões. Os pais da vítima, Suênia Alves Mota, de 20 anos, e Guilherme Simplício da Silva, de 18 anos, argumentavam que os hematomas e feridas eram decorrentes de quedas. Contudo, após exames, a equipe médica do Hospital chegou à conclusão que as lesões surgiram de agressões físicas.

A primeira entrada do bebê no hospital aconteceu em dezembro, e ela foi diagnosticada com um deslocamento de bacia. No mês seguinte, a criança novamente chegou ao hospital com muita febre, decorrente de fraturas constatada nas pernas. Por fim, já em fevereiro, o bebê foi encaminhado ao hospital com uma hemorragia interna dentro da cabeça, oriunda de uma pancada. A lesão ocasionou a cegueira do olho esquerdo da vítima.

Depois de tanto sofrimento, o Hospital acionou o Conselho Tutelar Região Oeste que formalizou a denúncia junto a Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Infância e Juventude, que iniciou as investigações. Nesta segunda-feira (13), foi expedido um mandado de prisão preventiva e os pais do bebê foram detidos. Já na terça-feira (14), os acusados passaram pro audiência de custódia, e Guilherme Simplício foi enviado a Penitenciária Padrão. Já Suênia Alves, foi levada ao Presídio Feminino.

Destino da criança

Depois de receber alta, a criança foi encaminhada para uma instituição do município, onde aguarda para saber qual será seu destino. O conselheiro tutelar da região oeste, Pedro Alisson, afirmou que as providências estão sendo tomadas para proporcionar o melhor lugar para a vítima. “A avó da criança solicitou a guarda dela, mas achamos por bem enviá-la a uma instituição de apoio, por hora. Um procedimento foi aberto junto ao judiciário que decidirá se a guarda do bebê ficará com a avó ou se ela será encaminhada para adoção.”, disse o conselheiro.

Além disso, foi realizado um pedido de medida de proteção junto a Polícia Civil, para impedir que os pais da vítima voltem a agredi-la.

Envolvido com o crime

Segundo a Polícia Civil de Campina Grande, Guilherme Simplício foi acusado de latrocínio quando era menor de idade, e cumpria pena em um centro educacional no município de Lago Seca, a 110 quilômetros de João Pessoa. Contudo, o acusado estava foragido desde o ano passado.

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