domingo, 15 de julho de 2018
João Pessoa
Compartilhar:

Usuários reclamam de sujeira e abandono do Mercado Central

Aline Martins / 24 de fevereiro de 2018
A demora na limpeza e a má educação por parte de alguns comerciantes têm contribuído para a sujeira em vários pontos do Mercado Central de João Pessoa – o maior da cidade. Usuários e permissionários reclamam dessa situação, o que tem afastado a clientela.

“Quando tem um amontoado de lixo o cliente nem chega perto. Quem vai querer comprar alguma coisa perto da sujeira? Ninguém”, lamentou o vendedor de redes Francisco Pereira da Nóbrega, que embora não trabalhe com alimentos frequentemente os resíduos de outros boxes se acumulam nas proximidades do seu comércio. A Prefeitura Municipal da Capital informou que há fiscalização e limpeza e os flagrados são notificados.

Todas as manhãs quando chega, o comerciante Manoel Ferreira de Araújo informou que o mau cheiro do lixo acumulado incomoda. “A gente percebe que o próprio comerciante faz a sujeira e não limpa. É preciso melhorar a limpeza do mercado. A Emlur passa, mas a pessoa que está vendendo também deveria ter mais consciência. Colocar o lixo em um balde ou contêiner e não sair jogando em qualquer lugar”, disse, reclamando da falta de educação de alguns trabalhadores.

Diariamente, o vendedor de redes Francisco Pereira da Nóbrega disse que varre as proximidades do seu ponto comercial. “Eu limpo, mas a Emlur demora a recolher. Às vezes passa até cinco dias para recolher”, revelou. Para a professora aposentada Marileide Oliveira, é necessário melhorar a limpeza. “Assim como o Mercado Central, outros mercados também precisam ser limpos. Sempre vou à feira de quarta-feira em Jaguaribe e lá está tão terrível quanto o Central”, comparou.

Segundo o chefe de Áreas Públicas e Mercados da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Michel Pinheiro, os comerciantes flagrados jogando lixo em área inadequada são notificados. “Nós temos um encarregado em cada mercado para observar essa situação”, comentou. Ele informou ainda que qualquer pessoa pode denunciar a Secretaria essa situação. Caso ocorra uma interdição, o comerciante ter que entrar com um pedido de desinterdição e terá que assinar um termo de cumprimento das normas de funcionamento do mercado. "

"Quando recebemos uma denúncia, verificamos a situação e notificamos o permissionário. Ele tem de 24 a 48 horas para comparecer a Sedurb e se esclarecer. A fiscalização vai continuar acompanhando esse permissionário para saber se o comportamento permanece. Caso ele continue, o boxe será interditado, mas não é comum", disse Michel Pinheiro, chefe de Áreas Públicas e Mercados da Sedurb.

Relacionadas