segunda, 23 de abril de 2018
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Humberto Gessinger traz clássicos do Engenheiros do Hawaii a JP

Audaci Junior / 17 de Março de 2018
Foto: Arquivo
“Estou lançando um DVD de mesmo nome, gravado em Porto Alegre, que traz A Revolta dos Dândis – um disco clássico dos Engenheiros do Hawaii – na íntegra, ao lado de quatro músicas inéditas e canções de outras fases da minha carreira. Essa é a base do repertório do show”, conta Humberto Gessinger, sobre a apresentação que fará hoje, a partir das 21h, no Teatro Pedra do Reino, em João Pessoa.

“No palco, a mesma estrutura de cenário e luz e o mesmo power-trio que gravou o DVD, além da formação clássica de baixo, guitarra e bateria, rolam alguns momentos acústicos com piano, bandolim e violão”, complementa.

Sucessos como “Infinita highway”, “Pra ser sincero” e “Somos quem podemos ser”, estarão ao lado de inéditas como “Pra caramba” e “Das tripas coração” .

Sobre o retorno ao Nordeste, o músico gaúcho fala que cada região tem suas características em relação à plateia. “Essa diversidade faz a força do Brasil. Me sinto em casa no Nordeste. Sou muito influenciado pela música feita aqui, gosto da maneira como, desde os anos 1970, se mistura elementos regionais ao som pop e rock. Isso me inspira a fazer o mesmo com a música gaúcha. Nos shows, sinto um público muito caloroso e atento”.

O emblemático A Revolta dos Dândis – com standards como “Infinita highway” e “Terra de gigantes” – tem um motivo especial de protagonizar o show: o disco completou, no ano passado, 30 anos. “É um disco gravado num momento de muita efervescência no ar”, aponta Gessinger. “Isso foi captado nas minhas composições e traduzido pela banda, que estava num momento de transição, mudando de formação. Um momento único”.

O músico relembra que na tour de lançamento, em 1987, os Engenheiros não chegaram a tocar o disco na íntegra, pois as músicas do disco anterior (Longe Demais das Capitais) ainda eram recentes e pouco tempo depois eles lançariam o Ouça o que Eu Digo: Não Ouça Ninguém. “Por isso, para mim, a tour do ano passado, que foi registrada em DVD, foi um resgate. É muito legal que algumas canções tenham feito um sucesso enorme, mas acho que é um daqueles álbuns que fazem mais sentido quando tocados inteiros”.

Mesma fonte. Sobre a carreira de escritor em paralelo com a de compositor – ele lançou as coletâneas de crônicas Nas Entrelinhas do Horizonte e Seis Segundos de Atenção –, Humberto Gessinger explica que a fonte da criação é a mesma, mas cada uma das manifestações tem características bem específicas.

“São os vários galhos da mesma árvore. A palavra sempre foi importante na minha música, assim como o ritmo é importante no meu texto”, resume. “Criar uma música, para mim, é um processo mais instintivo do que escrever um texto, nele tendo a ser mais racional. Por outro lado, a atitude de quem lê me parece ser mais introspectiva do que a de quem ouve”.

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