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Academia Paraibana de Letras conhece hoje seu novo membro

Clóvis Roberto / 07 de junho de 2019
Foto: Assuero Lima
Os acadêmicos da Academia Paraibana de Letras (APL) elegem nesta sexta-feira (7) o novo membro da instituição. A votação acontece das 8h às 12h na sede da entidade, em João Pessoa.A apuração dos votos acontece imediatamente ao término do pleito. Três candidatos disputam a eleição: o empresário e diretor da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Roberto Cavalcanti, o arquiteto Germano Romero e o ex-senador Ney Suassuna.

O presidente da APL, professor Damião Ramos Cavalcanti, explicou que os três candidatos passaram por etapas de inscrição e avaliação da viabilidade da candidatura. Esta última, constando um parecer feito por um relator designado pelo Conselho Diretor da instituição, que foi avaliado e aprovado por seus conselheiros. A Comissão Eleitoral da APL designada será composta por três membros: os acadêmicos Ramalho Leite, que é o presidente, Itapuan Botto Targino e Socorro Aragão.

Damião Ramos informou que a apuração dos votos é feita diante dos candidatos ou representantes indicados por estes. Em caso de empate de votos entre os primeiros colocados, é feita uma nova votação, até se chegar ao vencedor. Ele lembrou que a APL é composta por 40 cadeiras e, portanto, 39 acadêmicos estão aptos a votar para escolher o novo ocupante da cadeira, no caso, a de número 27, vaga com a morte do professor Carlos Romero, e que tem como patrono o padre Francisco João de Azevedo Junior e, como fundador, o médico Lauro Lyra Neiva.

O escolhido tomará posse durante uma solenidade posterior que, geralmente, ocorre dentro de 30 dias. Na ocasião, um acadêmico, nomeado pela presidência da Academia, fará uma saudação para recepcionar o novo integrante. “Caberá ao empossado discursar sobre o seu tema especialmente escolhido e não deixar de abordar a importância da Academia, seus deveres para com ela e, sobretudo, os perfis dos imortais de sua cadeira”, frisa o presidente.

Valores. A APL é uma confraria que reúne nomes importantes da intelectualidade do estado. “A Academia congrega valores e vultos intelectuais que são, notadamente, amantes das letras, que escreveram ou que apresentam evidente potencialidade de escrever, como é o caso de grande número de pessoas na área das artes”, define.

Visitação. Nos últimos anos, a APL têm buscado maior interação com a sociedade. Um reflexo disso é que apenas no ano passado 5,2 mil pessoas assinaram o livro de visitas da instituição, sem falar os muitos que por ali passaram sem fazer o registro. “Há cerca de seis anos para cá, a APL se tornou um lugar de visitação turística”, conta Ramos.

APL vai completar 70 anos em 2021



A APL foi fundada na tarde do dia 14 de setembro de 1941. O primeiro presidente da “Casa do Pensamento da Paraíba”, foi o professor Coriolano de Medeiros que dirigiu a APL até 14 de setembro de 1946, quando se afastou do cargo por motivo de saúde. A reunião inaugural foi realizada no gabinete do diretor da Biblioteca Pública do Estado.

“A APL é uma Academia das mais ricas, no sentido de agregar vultos históricos literários e de importância para o nosso país, como é o caso de José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Flósculo da Nóbrega, Ariano Suassuna, dentre outros”, frisa o presidente Damião Ramos. Entre os patronos de suas 40 cadeiras, figuram nomes como Augusto dos Anjos, Castro Pinto, Padre Rolim, Epitácio Pessoa, Padre Azevedo.

Inicialmente foi instalada na casa do cônego Mathias Freire, na Rua Duque de Caxias, no Centro de João Pessoa. Depois, a APL funcionou em um imóvel na Avenida General Osório. Até que a instituição adquiriu o casarão de número 25, de volta à Duque de Caxias, onde está instalada até hoje. Em 1981, houve a compra do prédio contíguo, o de número 37, passando as duas edificações a abrigar a APL.

A Academia, no começo, contou com 11 cadeiras, número depois aumentado para 30. Em 1959, com a reforma dos estatutos criaram-se mais 10, fixando-se, oficialmente, em 40. A APL é filiada à Federação das Academias de Letras do Brasil, e reconhecida de utilidade pública, entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Esse reconhecimento se deu pela Lei Municipal n.º 39, de 23.08.1948.

Além disso, a Academia tem a sua biblioteca registrada no Instituto Nacional do Livro (INL), com o nome de Biblioteca Álvaro de Carvalho.

 

 

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