quinta, 24 de janeiro de 2019
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André Luiz Maia / 03 de janeiro de 2019
Foto: Divulgação
O outro lado do som. O baixista Sérgio Gallo carrega consigo mais de 30 anos de experiência em registrar sons. O que começou como um trabalho ocasional foi evoluindo até o estabelecimento de um estúdio profissional, berço de diversos discos e projetos antológicos da cultura musical da Paraíba. A história começa em 1983, quando Gallo começou a trabalhar fazendo jingles.

Ele já gravava fitas cassetes em uma pequena mesa com quatro canais, o que já lhe proporcionava alguma estrutura, mesmo que pequena. Depois de algum tempo, já nos anos 1990, ele deu início ao projeto de ter um lugar para gravar músicas de amigos. “Minha mãe me ajudou e nós montamos uma espécie de estúdio, nos fundos da nossa casa, lá no bairro Pedro Gondim”, relembra.

O período era de grandes transformações. Enquanto o LP ia saindo de cena gradualmente, dando espaço ao CD, os estúdios também se modernizavam e, mais importante ainda, se tornavam cada vez mais baratos.

“Veio o gravador de oito canais, que captava os sons com mais qualidade, e os clientes surgiam”, pontua o produtor. Se antes era preciso se deslocar até Recife e pagar caro por uma hora em algum estúdio de ponta, naquele momento gravar um registro de boa qualidade se tornou realidade.

Foi lá que surgiram projetos como Mandrágora (1993), de Milton Dornellas, que também estava dentro do registro do coletivo Assaltarte (1994); Avatar (1996), de Cátia de França, Um Abraço pra Ti, Pequenina (1998), do Quinteto da Paraíba e Xangai, além do disco Folia de Rua (2000), com participação de Elba Ramalho.

Hoje, com o declínio da mídia física e a ascensão do streaming, Sérgio Gallo confessa que a demanda caiu um pouco, mas que ainda permanece na ativa. “A internet foi muito boa, porque ela permitiu que o artista disponibilize sem o intermédio de grandes gravadoras o seu som, mas também complicou na questão da qualidade. Acho que o artista precisa primar pela qualidade de som, mesmo distribuindo pela internet”, completa.

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