terça, 17 de outubro de 2017
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Washington Espínola apresenta o disco ‘The King’s Dream’ na Suíça

André Luiz Maia / 12 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
O paraibano Washington Espínola mora há mais de 20 anos na Suíça, onde criou laços profundos. No entanto, nunca deixa de retornar ao Brasil, mais especificamente à Paraíba, onde tem parentes, amigos e parceiros musicais. Hoje é a vez de mais uma visita ao estado, em uma apresentação musical para quem curte jazz, blues e pop rock, no Chopp Time. Comente no fim da matéria. 

Na mala, Espínola traz o repertório do disco The King's Dream, o 17º álbum da carreira. As inspirações são diversas, mas passam pelos medalhões do rock mundial, como Beatles e Pink Floyd, chegando até a a sonoridade acústica de Carole King ou a do brasileiro Egberto Gismonti. "Eu vou cantar quatro faixas desse novo trabalho, apresentando um pouco do disco para meus conterrâneos, mas também devo apresentar outras canções de álbuns anteriores", comenta Washington, em entrevista ao CORREIO.

O disco traz dez faixas, sendo uma instrumental e as outras nove gravadas inteiramente em inglês, algo inédito em sua carreira. As longas notas de "If..." com as várias camadas de voz criam um ambiente etéreo e tranquilo, acompanhado do dedilhado do violão. Já faixas como "Old green" trazem uma levada pop rock solar, com a presença de bateria e piano que evocam bastante Beatles. Uma das faixas, chamada "69 DB's", é uma homenagem a David Bowie, citando diversos de seus trabalhos ao longo da letra da canção.

A gravação do disco, lançado oficialmente no ano passado na Suíça, foi atípica. Washington é multi-instrumentista, mas nunca havia tentado gravar todos os instrumentos no estúdio. "Na operação de som, eu contei com o apoio de um músico, mas, tirando ele e um fotógrafo japonês que fez os registros de imagem, fui gravando e produzindo sozinho", relembra.

O paraibano foi morar em Genebra na segunda metade da década de 1990. Antes de ir para lá, já tinha um histórico musical em João Pessoa, especialmente com o power trio formado com o baixista Sérgio Gallo e o baterista Glauco Andreza. “Quando eu saí da Paraíba, eu tocava violão, guitarra, um pouco de baixo e arranhava os teclados. Chegando à Suíça, aprendi a tocar piano, o que me abriu um leque enorme de possibilidades. Gravei todos eles pro disco e estava disposto a tocar a bateria, mas demoraria muito tempo para eu aprender tudo. Decidimos pegar loops de baterias reais – detesto bateria eletrônica – e usamos no disco”, revela Washington Espínola.

Suas experiências mais transformadores na Suíça, conta, foram durante o tradicional festival de jazz de Montreux, onde já chegou a se apresentar algumas vezes. "Conheci muitos ídolos por lá. Um encontro marcante que tive foi com o lendário Quincy Jones. Apesar da genialidade, um homem muito humilde".

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