quarta, 20 de janeiro de 2021

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Vices ‘assistem’ jogo da sucessão e contam com o tempo a seu favor

Damásio Dias / 17 de março de 2018
Foto: Arquivo
Enquanto os titulares estão metidos num turbilhão de indefinições sobre o afastamento do cargo para entrar na disputa eleitoral de outubro, vices assistem tudo de camarote e contam com o tempo a seu favor. É que, diferente dos prefeitos Luciano Cartaxo (PV) e Romero Rodrigues (PSDB) e do governador Ricardo Coutinho (PSB), os respectivos vices Manoel Júnior (MDB), Enivaldo Ribeiro(PP) e Lígia Feliciano(PDT) não precisam abrir mão dos postos para concorrer a qualquer cargo – de deputado estadual a presidente da República.

Essa condição de liberdade para concorrer a qualquer posto sem deixar o cargo até o final do mandato põe o nome de Lígia em várias especulações quando se trata da desincompatibilização de Ricardo Coutinho (PSB). Caso ela assuma o posto nos últimos 180 dias que antecedem a eleição, só poderá ser candidata a governadora.

Na quinta-feira, ao ser abordada pelo repórter Henrique Lima (da Correio Sat/98FM) no aeroporto Castro Pinto, Lígia e o esposo, o deputado federal Damião Feliciano, afirmaram que não eram notícia naquele momento e evitaram declarações. Continua assistindo os acontecimentos, sem se preocupar com a pressa dos demais atores da sucessão estadual.

Se ela preferir manter aberto prazo para definir seu futuro, cabe ao presidente da Assembleia assumir. Como o deputado Gervásio Maia já definiu planos para disputar vaga na Câmara Federal, restaria ao presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Joás de Brito. Assumindo, ele convocaria uma eleição indireta para mandato-tampão de governador em 30 dias. O eleito ocuparia o cargo até 31 de dezembro.

Se pretender candidatar-se, Lígia pode seguir o exemplo do atual prefeito de João Pessoa (Luciano Cartaxo), que concorreu e se elegeu para o cargo de deputado estadual, em 2010. Ele estava no posto de vice-governador, inclusive sendo o responsável pela transmissão do governo a Ricardo Coutinho. Como o marido dela deve disputar a reeleição ao cargo de deputado federal, Lígia não deve seguir o exemplo de Rômulo Gouveia, que era vice e se elegeu à Câmara Federal em 2014.

Além das vagas em cargos proporcionais, a vice-governadora também pode disputar a reeleição a vice, concorrer ao Senado (titular ou suplente) e até mesmo ao cargo de governadora. Mesmo que assuma o cargo de governadora, ela ainda pode decidir concorrer à reeleição até o fim do prazo das convenções, em 5 de agosto.

Nome colocado a disposição

O vice-prefeito da Capital, Manoel Junior, colocou o seu nome à disposição das oposições para, no caso de desistência de Cartaxo e Romero, concorrer ao cargo de governador ou até mesmo de senador. Afastou, porém, uma volta à Câmara Federal ou à Assembleia Legislativa. A preço de hoje, o prefeito de João Pessoa está fora da disputa, porém, após declaração do colega Romero Rodrigues afirmar que abre mão da postulação para apoiá-lo, se ensaia um movimento pela volta de Luciano Cartaxo. O gestor pessoense ainda não se manifestou sobre a possibilidade de reascender o trabalho para suceder Ricardo Coutinho.



Já o vice-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, permanece na expectativa de assumir a Prefeitura, que já comandou nos anos 1980. Fora isso, trabalha para consolidar os projetos do Progressistas e da família, com a reeleição da deputada estadual Daniella e do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, que ainda pode ser alçado à composição da chapa majoritária, para o posto de senador ou mesmo de vice-governador.

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