sexta, 18 de setembro de 2020

Geral
Compartilhar:

Val Donato apresenta seu novo show “O Exorcismo de Val Donato”

André Luiz Maia / 18 de janeiro de 2017
Foto: Rafael Passos/Divulgação
Em sua primeira aparição pública na Paraíba este ano, Val Donato quer expurgar seus próprios demônios e os da plateia em conjunto, no show O Exorcismo de Val Donato, que acontece amanhã no Café da Usina Cultural Energisa. A performance traz elementos que ela nunca usou antes em show, como uma narrativa teatral e versos feitos especialmente para costurar o roteiro da apresentação.

O repertório está guardado a sete chaves, mas deve conter, além de faixas autorais, canções de Zé Ramalho e Caetano Veloso. "Para dar uma ajudinha no exorcismo, são os melhores nomes", brinca Val. Para a produção musical do show, convidou Rafael Chaves, seu guitarrista de longa data em trabalhos na Paraíba. "Queria fazer algo diferente, já que, a princípio, era minha única performance agendada aqui na Paraíba", explica. Mas, além da performance no Café da Usina, ela também faz um show acústico mais descontraído no Green Food Park, sexta, e o bom e velho rock pauleira na General Store, Centro Histórico de João Pessoa, domingo.

Mais detalhes ela mantém em segredo. Aliás, segredo é uma palavra que define bem o status atual de Val Donato. Há alguns dias, gravou um clipe em Campina Grande, na qual estreia no papel de diretora e roteirista, contando na equipe com a participação do cineasta Kennel Rógis, responsável pela direção de fotografia.

A música "Faca amolada" provavelmente terá seu vídeo promocional divulgado no próximo dia 29. "Existe uma razão para o clipe ser lançado nessa data, mas vou deixar isso no ar também (risos)", atiça a cantora, que promete surpresas nesse clipe. "Eu acho que a temática vai levantar não exatamente polêmica, mas vai chamar atenção para a algo que precisa ser discutido. Também terá um elemento inédito em videoclipes nacionais, creio eu. Mas também tô deixando pra surpreender o público no dia. Adoro uma surpresa, adoro fazer um pantim (risos)", brinca. Junto com o clipe, será uma hashtag para a divulgação do material.

A faixa está presente no disco Café Amargo, relançamento do disco Val Donato e os Cabeças, de 2013. Se for uma pista para o clipe, a faixa fala de desejo e angústia.

Desde que se mudou para São Paulo, em 2014, Val vem trilhando seu caminho na maior capital do país. No ano passado, venceu o concurso NIG Time4Music e frequentemente vem à Paraíba para gravar algumas das canções de seu novo disco, que entra em status de pré-produção agora em 2017.

"A minha passagem pela Paraíba este ano estão sendo bem curta porque estou precisando de um tempo isolada para pensar no novo disco. Na segunda-feira, já volto para São Paulo com a ideia de começar a pré-produção do disco novo. Michelle (esposa de Val) vai ficar mais um tempinho por aqui e vou aproveitar esse tempo sozinha para compor. Preciso desse isolamento para poder criar", comenta Val Donato.

Quando se pensa em Val Donato, a primeira coisa que vem à cabeça é que se trata de uma cantora de rock. E, inegavelmente, ao vê-la em palco, é possível notar a inclinação evidente. Sua atitude e sonoridade são rock'n'roll. Mas basta dar uma olhada rápida pelo disco de estreia dela que é possível perceber outros caminhos trilhados.

Além das baladas mais calmas, tem inclusive samba entre suas composições. Para o novo trabalho, a cantora afirma que um dos desafios que está se impondo é expandir esses limites. "É um esforço consciente que estou fazendo nesse novo CD. Desatar esse nó da imagem da roqueira. Não que eu vá deixar de ser, pois isso está em mim e nunca morrerá, mas eu decidi deixar me permitir mais. Esse tipo de rótulo limita a parte artística, de criação. Tenho samba, xote, reggaes, não faço apenas rock. Ainda estou em tempo de desvincular essa imagem", pontua.

Sua ideia é se despir dessas preocupações e fazer apenas o que tem vontade. "Não vou ficar preocupada com o que pode rolar de tocar na rádio ou de agradar um ou outro. Quero me expressar, botar para fora algumas coisas engasgadas. A gente perde um pouco da sensibilidade artística quando se preocupa demais com essas questões".

Relacionadas