segunda, 14 de outubro de 2019
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‘Um jurista e o amor à ficção’ é o artigo do professor Trindade

João Trindade / 07 de julho de 2019
Foto: Arquivo
Um jurista e o amor à ficção

As redes sociais são, na maioria das vezes, maléficas; mas, às vezes, benéficas e nos trazem boas surpresas. Muitos foram os antigos amigos que reencontrei, graças ao Facebook, embora esse seja campeão de hipocrisia e agressividade.

Pois foi justamente no Facebook que conheci, virtualmente, o jurista e advogado criminalista Eduardo Luna, também colunista de jornal, que, por meio daquela Rede, me pediu, por duas vezes, que listasse o nome dos meus dez contos brasileiros preferidos. Deu um trabalho danado (não é fácil fazer seleções – sobretudo de obra literária). Mas, depois da segunda cobrança, elaborei. Eis a lista:

Minsk (Graciliano Ramos).

Venha Ver o Pôr do Sol (Lygia Fagundes Telles).

Plebiscito (Arthur Azevedo).

A Cartomante (Machado de Assis).

A Igreja do Diabo (Machado de Assis).

Gaetaninho (Alcântara Machado).

Uma Vela para Dario (Dalton Trevisan).

Desenredo (Guimarães Rosa).

A Bicicleta (Ricardo Ramos).

Selvageria (Nélson Rodrigues).

Cabe, aqui, uma explicação técnica:

Após o advento do modernismo, não existe mais divisão estanque em relação às espécies literárias, não havendo mais uma distinção exata entre conto e crônica.

Por esse motivo, alguns críticos literários considerariam os números 3, 7 e 14 (“Plebiscito”, “Uma vela para Dario” e “Selvageria”, respectivamente) como crônicas. Eu, no entanto, considero-os contos.

Como leitor voraz que já se mostrou ser, amigo e leitor Eduardo Luna, espero que leia, de imediato, alguns que, por acaso, ainda não houver lido e que haja gostado da lista

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