quarta, 25 de novembro de 2020

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Tudo por causa de um mosquito: médico aconselha mulheres a não engravidar agora

Fernanda Figueirêdo / 03 de dezembro de 2015
Foto: Arquivo
Antes de tomar a decisão de engravidar, elas estão recorrendo a profissionais de saúde. Algumas estão saindo do Nordeste, mas a tendência, segundo o Ministério da Saúde, é que o surto se espalhe pelo País. Por isso, com algumas exceções, os médicos estão aconselhando suas pacientes a esperar. Segundo eles, diante dos riscos é a decisão mais prudente.

O obstetra e ginecologista Eduardo Sérgio Sousa, também presidente do Comitê de Mortalidade Materna da Paraíba, alerta para o risco do vírus causar também outros problemas .

“É uma situação nova e ainda não temos respostas para tudo. Conseguimos saber apenas dos efeitos maiores, como a microcefalia, mas ainda podem aparecer outros problemas. Então, é prudente que as mulheres que puderem postergar a decisão de serem mães assim o façam. A decisão é da mulher. O foco principal é lutar contra o Aedes aegypti e se prevenir das doenças que ele transmite”, ressaltou.

Ele disse que suas pacientes grávidas estão apreensivas. “Tenho pacientes que foram passar a gravidez fora do Nordeste para não correrem o risco de contrair a doença. Há mulheres que não podem adiar mais o sonho de serem mães. Então, desespero nesse momento não vai ajudar”, pontuou o obstetra.

A agricultora Maria da Paz Silva, 25, mora em Campina Grande e teve zika com quatro semanas de gestação. Agora, com seis meses, ela é acompanhada no Hospital Municipal Pedro I, referência no atendimento de gestantes que tiveram a doença, e disse estar apreensiva pela saúde do filho. “Só não estou tão aperreada porque fiz ultrassonografia e sei que ele é perfeitinho, mas mesmo assim, ninguém sabe de nada dessa doença. Se eu soubesse, teria esperado um pouquinho”.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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