segunda, 14 de outubro de 2019
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‘Toy Story 4’ estreia com nova aventura de Woody, Buzz e seus amigos

Renato Félix / 20 de junho de 2019
Foto: Divulgação
O final que levou muita gente às lágrimas em Toy Story 3 (2010) parecia o desfecho ideal e definitivo para as aventuras do grupo de brinquedos liderados por Woody e Buzz Lightyear. Mas alguns curtas lançados depois, com nova situações com a nova dona Bonnie deixaram a senha de que um quarto filme estava por vir. E Toy Story 4 estreia hoje, com o desafio de manter o alto nível dos filmes anteriores.

O filme traz os velhos conhecidos ao lado de alguns novos personagens, entreos quais o principal destaque é Garfinho, um garfo de plástico que Bonnie transformou em brinquedo em uma atividade na escola. O objeto tem dificuldade em aceitar sua ressignificação e Woody terá trabalho para fazê-lo aceitar sua nova realidade como queridinho da Bonnie. A narrativa envolve brinquedos perdidos e um parque de diversões e, nele, o reencontro com uma personagem que esteve ausente do terceiro filme: Beth, a pastora que era a namoradinha do Woody nos dois primeiros filmes. Sua ausência era parte da melancolia que dominava o terceiro filme, com os brinquedos sendo deixados de lado pelas crianças que iam crescendo.

Beth agora volta repaginada. Nada da personagem delicada e que não tomava parte nas ações da história. Agora, ela é uma boneca que aprendeu a se virar sozinha no mundo, sem pertencer a uma criança.

Mas outro personagem também está de volta: o protagonista de Tin Toy, curta de 1988, vencedor do Oscar e um dos primeiros filmes da Pixar. O brinquedinho se via em apuros com um bebê que, na ótica dele, parecia mais um monstro. Pois este brinquedo reaparece, 31 anos depois, em Toy Story 4.

O primeiro Toy Story foi um marco do cinema de animação: de 1995, foi o primeiro longa produzido em animação digital (ganhou por meses do brasileiro Cassiopeia, de Clóvis Vieira). Foi um estrondoso sucesso que mostrou que a animação por computador poderia ter coração e ter pulso firme na narrativa.

O segundo filme surgiu quatro anos depois no meio de um impasse com a Disney. Até então empresas associadas, mas independentes, o estúdio do Mickey ameaçou produzir por si só uma continuação de baixo orçamento direto pra DVD da trama de Woody e Buzz. John Lasseter, comandante da Pixar e diretor do primeiro Toy Story, lutou para que a Pixar levasse o projeto adiante. Ele dirigiu também o segundo filme, que se tornou melhor que o primeiro.

O terceiro, com Lee Unkrich na direção, mostra, entre outras coisas, como a animação digital melhorou tecnicamente. E fechou com chave de ouro a história de Andy, dono de Woody e Buzz. Mas não a história dos brinquedos, como vemos aqui.

Outras estreias da semana



'Casal Improvável'

Seth Rogen é um jornalista investigativo que reencontra a mulher que foi sua babá na infância (Charlize Theron). Mas agora ela a secretária de Estado americana e está para concorrer à presidência. Ele acaba contratado para escrever os discursos dela e surge aí o romance imporvável. Estreia em JP.

'A Nossa Espera'

Trabalhador (Roman Duris, indicado ao César de melhor ator) politizado que descobre que a mulher simplesmente sumiu do mapa. E ele passa a se dividir entre o trabalho e a criação dos dois filhos. Estreia no Banguê, o filme tem sessões hoje, sábado e terça. Estreia em João Pessoa.

'Espírito Jovem'

Elle Fanning é uma adolescente que sonha em ser uma popstar. Aproveita para se inscrever em um concurso que passa por sua cidade e acaba recebendo a ajuda de um cantor de ópera decadente. Mas a proximidade da fama trará também problemas. Estreia em João Pessoa.

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