sábado, 06 de março de 2021

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Toninho Ferragutti é o convidado de hoje do Quinteto da Paraíba

André Luiz Maia / 10 de junho de 2017
Foto: Divulgação
Em mais um show do projeto Quinteto Convida, o Quinteto da Paraíba traz como convidado especial no mês de junho o acordeonista Toninho Ferragutti. Na abertura da apresentação, realizada na Sala de Concertos Maestro José Siqueira do Espaço Cultural, eles interpretam a peça "A lenda do Carneiro Encantado (Fantasia para quinteto de cordas em quatro movimento)", do maestro paraibano João Linhares.

Toninho Ferragutti é músico, compositor e arranjador, um dos mais requisitados do Brasil, dividindo palcos com nomes de peso de nossa música, como os paraibanos Elba Ramalho, Zé Ramalho, Sivuca e Chico César, além de Edu Lobo, Mônica Salmaso, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Elza Soares, Dominguinhos, dentre outros. Desde pequeno, durante a infância no interior paulista, se dedica à sanfona, incentivado pelo pai, o saxofonista Pedro Ferragutti, e por vários integrantes de sua família, também músicos.

O interesse pela sanfona veio por conta de um tio. "Foi o primeiro instrumento que eu tive interesse em aprender. Não sei te dizer exatamente porque a sanfona, foi algo muito orgânico. Comecei e nunca mais parei", explica Ferragutti, em entrevista ao CORREIO.

O complemento dos estudos veio com as rodas de choro, os grupos de baile, grupos de música gaúcha e gafieiras, além da formação acadêmica no Conservatório Gomes Cardin, em Campinas. Antes de se profissionalizar, Toninho cursou três anos de veterinária na Unesp de Botucatu, curso que abandonou no último ano para se mudar definitivamente para São Paulo, em 1983. "Eu inventei de desistir da música e tentei veterinária, mas não teve jeito", completa.

De lá para cá, além das participações em trabalhos e shows de artistas importante, também desenvolveu um trabalho autoral que faz um equilíbrio entre a música erudita e popular, distribuído em nove CDs, que lhe renderam duas indicações ao Latin Grammy: em 2014, com o disco Festa Na Roça, lançado em parceria com o violonista Neymar Dias na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras, e em 2000, com Sanfonemas, na categoria Melhor Música Regional.

Sobre essa transição entre popular e sinfônico, Toninho afirma que não é algo que venha à sua mente como uma meta ou preocupação. "Eu não faço a distinção entre as duas coisas. Acredito que a música de um compositor é a expressão da vivência musical que ele tem, suas referências, o que ele admira, o que o inspira", analisa. Uma das grandes referências de sanfona, como não poderia deixar de ser, é o paraibano Sivuca. "Ele era fora de série, um multi-instrumentista talentoso, que deixou uma obra popular de relevância, mas também rompeu barreiras na música sinfônica, um showman nato", pontua.

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