sábado, 08 de maio de 2021

Tecnologia
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Tecnologia para combater crimes: roubar celular pode ser armadilha para bandido

Lucilene Meireles / 24 de janeiro de 2016
Foto: Divulgação
Uma tecnologia de fácil acesso e utilização está ajudando a polícia localizar e capturar bandidos, e está contida nos celulares, um bem que virou vício de todos e alvo primário de ladrões e assaltantes. Trata-se dos rastreadores que dão a localização exata do aparelho e, por esse motivo, transformaram os celulares (e outros aparelhos eletrônicos) em armadilhas para quem os rouba.

É assim que muitos furtos têm sido desvendados e criminosos presos. No caso mais recente, o GPS de um celular roubado nos Bancários ajudou policiais localizarem um estoque de 60 kg de maconha numa casa no Valentina Figueiredo, em João Pessoa.

Esse não foi um caso isolado, como lembra o coronel PM Carlos Sena: “Há três meses, uma empresa de João Pessoa teve notebooks furtados e eles eram passíveis de rastreamento. Com as informações, os equipamentos foram localizados em Pernambuco”.

A recuperação dos bens não têm sido mais corriqueiras porque a maioria dos proprietários não conhece os recursos dos seus aparelhos, ou simplesmente não se importam em ativar o rastreador.

A “arma” tem que ser ativada

O usuário de smartphone deve utilizar o aplicativo que permite o rastreamento, conforme o delegado de Repressão a Entorpecentes, Thiago Sandes. Mas, segundo ele, não basta apenas instalar. É preciso guardar o número de série e do IMEI do aparelho, que identificam o equipamento.

No Distrito Integrado de Segurança Pública (Disp),de Manaíra, é feito o registro de furto ou celular perdido. O número do IMEI é cadastrado no boletim de ocorrência. “Toda vez que um aparelho é apreendido, o IMEI é comparado. Se constar que há um BO de roubo ou furto, quem estiver com o aparelho vai responder por roubo ou receptação”.

A recomendação é não adquirir aparelhos que custam caro a preços irrisórios. “Nestes casos, sempre tem alguma coisa errada e será responsabilizado quem estiver portando, que deverá devolver ao proprietário que registrou o BO”, disse Sandes.

O rastreador também pode contribuir em casos de sequestro, conforme o delegado. “Ajuda demais. Se estiver com o aparelho no silencioso, tem como mandar mensagem de alerta, com a localização no mapa”, acrescentou.

No caso da estudante Fernanda Ellen, que desapareceu no início de janeiro de 2013, no bairro Alto do Mateus, em João Pessoa, o rastreador que localizou o celular da menina ajudou a elucidar o crime. O delegado disse que não participou do caso, mas garantiu que o celular contribuiu bastante.

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