sexta, 19 de abril de 2019
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Teatro Piollín está fechado há quase um ano, desde roubo de fiação

André Luiz Maia / 03 de fevereiro de 2019
Foto: Divulgação
O Teatro Piollin, referência de atividades cênicas na cidade, está passando por um momento delicado de sua existência.

O equipamento do Centro Cultural Piollin está desativado há quase um ano, assim como a casa grande, outro espaço utilizado para a apresentação de peças teatrais e espetáculos diversos. A razão? Toda a fiação elétrica de ambos os locais foi roubada em um furto.

O problema passa pela questão da segurança pública, um dos tópicos sensíveis de qualquer gestão pública no Brasil em 2019, mas também resvala em outra questão, que é a própria viabilidade do espaço. “Ele se tornou um espaço pesado e custoso para a manutenção”, explica o gestor, Buda Lira. O ator conta que o Centro Cultural Piollin passava há alguns anos por uma reforma em etapas, mas que ainda faltava resolver diversas questões, antes mesmo do assalto agravar a situação.

Oficina-escola na ativa



Fundado em 1977, o Piollin se instalou em 1979 nas dependências onde funciona até hoje, dando uma nova função social ao espaço do Horto Simões Lopes, o antigo Engenho Paul, patrimônio histórico de João Pessoa. Mas convive com diversos problemas.

“Temos um problema de infiltração durante o inverno. Em 2006, quando abrimos o teatro, tivemos que escavar cerca de dois metros para construir a caixa cênica, no formato de arena. Ali perto passa um córrego de água, que recebe um volume maior de água no período de chuvas, causando a infiltração”, explica Buda.

A oficina-escola do Centro Cultural Piollin permanece na ativa, mas com a ausência de energia nos espaços cênicos, boa parte do dinheiro utilizado para a melhoria dos ambientes deixa de entrar. “Éramos procurados por companhias de teatro que vinham se apresentar na cidade, especialmente as que estavam no projeto Palco Giratório, do Sesc, e os editais nacionais de circulação das artes cênicas”, pontua o gestor. Agora, sem energia, o ambiente não está qualificado para receber essas apresentações.

Uma das decisões tomadas pela gestão do Piollin foi transferir a administração do espaço para a Prefeitura de João Pessoa, integrando-o à Bica, que passa por um processo de reforma em etapas. “A nossa esperança é que, na próxima etapa da reforma do parque, o Teatro Piollin possa ser incluído no projeto”, completa Buda Lira.

O futuro do Teatro Piollin ainda é incerto, mas, por enquanto, ele permanece fechado. A atriz Ana Marinho, do espetáculo Razão para Ficar, fez duas apresentações no anexo da Casa da Pólvora semana passada, mas considerou Teatro Piollin, até que se deparou com o status atual do equipamento.

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