segunda, 25 de janeiro de 2021

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Sinfônica de JP abre o 5º Festival Internacional de Música Clássica neste domingo

André Luiz Maia / 26 de novembro de 2017
Foto: Rafael Passos
Pelo quinto ano seguido, a cidade de João Pessoa sedia uma programação robusta centrada na música sinfônica. Durante sete dias, músicos de várias partes do mundo estão na cidade para fazer shows e trocar experiências com músicos locais em masterclasses promovidas pelo Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa.

O evento começa hoje com uma programação especial. No adro da Igreja de São Francisco, no Centro Histórico, o público poderá conferir uma apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa, que sempre abre o evento, comandada por seu maestro titular Laércio Diniz. No repertório, a orquestra vai interpretar canções brasileiras com roupagem sinfônica.

Para auxiliar na tarefa, dois solistas de luxo: o saxofonistas Léo Gandelman e o pianista Wagner Tiso, dois dos maiores nomes da música instrumental brasileira, e que também contribuem com o trabalho de outros artistas da música popular brasileira.

Tiso: para um público regular

O mineiro Wagner Tiso integrou um movimento muito conhecido na história de nossa música, o Clube da Esquina. É de sua autoria um dos maiores sucessos de Milton, “Coração de estudante”. “Eu criei essa melodia para a trilha sonora do filme Jango, do Silvio Tendler. O Milton fez a letra e se tornou uma canção. Eu adoro fazer trilha para cinema, é onde eu encontro as maiores inspirações para compor”, comenta o músico, em entrevista ao CORREIO.

Ao longo da carreira, trabalhou como compositor, arranjador ou pianista ao lado de grandes figuras da nossa música, como Gal Costa, Maria Bethânia, Cauby Peixoto, Nelson Freire, Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta, Caetano Veloso e Gilberto Gil, só para citar alguns.

A carreira de um músico dedicado ao instrumental, na opinião de Wagner, opera de maneira diferente do cantor. “Nós não temos um grande sucesso do ano, o disco que repercute. A gente faz trabalhos voltados para um público que consome nosso trabalho regularmente e que são interessados em música instrumental”, comenta.

No concerto, ele interpretará canções de outros compositores, a exemplo de “Eu sei que vou te amar” e “Por causa de você”. A exceção é a faixa “A lenda do boto”, feita para a trilha sonora do filme Ele, o Boto (1987), de Walter Lima Jr.. Ao lado de Léo Gandelman, ele também toca obras como “Wave”, “Chega de saudade”, “Olinda” e “Guanabara”.

 

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